O Solidariedade acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (29) para pedir mudanças na distribuição de processos relacionados à propaganda eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legenda quer que os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça deixem de atuar na análise dessas representações e reclamações e que os processos sejam redistribuídos a ministros substitutos. O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino e também alcança processos atualmente sob responsabilidade da ministra Estela Aranha.
Partido questiona portaria do TSE
A discussão envolve uma portaria editada por Nunes Marques, atual presidente do TSE. Segundo o Solidariedade, a medida alterou a forma de escolha dos responsáveis pela análise de questões envolvendo propaganda eleitoral e colocou três ministros efetivos — Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha — nessa função.
O partido sustenta que a regra deveria ser aplicada por meio da designação de três ministros substitutos escolhidos pelo plenário do TSE. A legenda argumenta que o modelo atual viola o princípio do juiz natural e pede a redistribuição dos processos ainda em andamento.
Apesar do pedido envolvendo diretamente os ministros, o Solidariedade afirma que não pretende anular decisões que eles já tomaram. A solicitação busca preservar os atos praticados e modificar a distribuição dos casos daqui para frente ou, alternativamente, a partir de 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno.
Pedido chega em meio a disputa entre STF e TSE
A petição foi apresentada no mesmo processo em que Dino havia revertido uma decisão de André Mendonça sobre publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida e a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Mendonça havia determinado a retirada de conteúdos que propagavam a informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A alegação sobre a existência dessa iniciativa foi tratada como falsa no processo. Dino posteriormente suspendeu a determinação, mas Luiz Fux voltou a suspender os efeitos da decisão de Dino até uma manifestação colegiada do Supremo.
A divergência também provocou uma reação institucional de Nunes Marques. Na segunda-feira (28), o presidente do TSE encaminhou ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, no qual manifestou preocupação com o que chamou de “indevida sobreposição de competência” sobre decisões da Justiça Eleitoral.
Solidariedade nega tentativa de favorecer candidatos
Presidido pelo deputado federal Paulinho da Força, o Solidariedade afirma que a iniciativa não busca beneficiar Flávio Bolsonaro nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
A legenda sustenta que pretende fazer com que a distribuição das representações eleitorais siga as regras que considera aplicáveis à escolha dos juízes auxiliares.
O pedido ainda depende de análise judicial. Portanto, Nunes Marques, Mendonça e Estela Aranha não foram afastados dessas funções apenas com a apresentação da petição. O Solidariedade solicita ao STF uma mudança na estrutura de distribuição dos processos, mas caberá ao Judiciário decidir se os argumentos apresentados justificam a alteração.
![PERRENGUE - ATUALIZAÇÃO - MEGABANNER TOPO [ADOPS INS 3058 | CAMP 1054 | PI 15044 - PREF CBA | ADOPS-PERRENGUE-3058 | atualizacaocadastro_825x120-3.gif]](https://cdn.perrenguematogrosso.com/app/uploads/2026/09/atualizacaocadastro_825x120-3.gif)

![PERRENGUE - ENTREGAS - INTERNO DE NOTICIAS [ADOPS INS 3040 | CAMP 1048 | PI 91493 | ADOPS-PERRENGUE-3040 | 728x90.gif]](https://cdn.perrenguematogrosso.com/app/uploads/2026/09/728x90.gif)



