Neri Geller descarta volta ao Ministério da Agricultura enquanto Fávaro for ministro; veja vídeo

Neri Geller, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, afirmou que não retornará ao cargo enquanto Carlos Fávaro for o ministro da pasta. Durante entrevista à rádio Jovem Pan Cuiabá, Geller expressou respeito por Fávaro, com quem tem uma relação de 30 anos. No entanto, deixou claro que não voltará ao ministério sob sua liderança.

Contexto da declaração

A declaração de Geller veio após Fávaro sugerir, em várias entrevistas, que Geller poderia retornar ao governo após a conclusão das investigações sobre o leilão de 300 mil toneladas de arroz. Esse leilão foi anulado pelo governo federal devido a suspeitas de irregularidades, resultando na demissão de Geller.

Justificativa de Geller

Geller explicou que não houve má-fé por parte de Fávaro, mas considerou que ele não agiu corretamente. “Como parceiro dele, como secretário de Política Agrícola, quem tem serviço prestado, quem não se omitiu e chamou a responsabilidade. Eu falei pro Fávaro: vamos conversar, eu assumo a responsabilidade”, destacou Geller.

Ademais, Geller insistiu que não cometeu nenhum erro ou ato ilegal, e que o leilão de arroz não estava vinculado à sua secretaria. Ele enfatizou que apenas forneceu dados e que o processo foi conduzido por outras áreas do ministério.

Futuro político de Neri Geller

Embora Geller tenha recebido convites para retornar ao governo federal, ele afirmou que, por enquanto, prefere focar em seus negócios pessoais. No entanto, ele deixou em aberto a possibilidade de, futuramente, voltar ao governo em outra pasta. Desse modo, Geller não descarta completamente um retorno à esfera governamental, mas opta por priorizar seus interesses privados no momento. Assim, ele mantém suas opções em aberto, considerando um possível retorno à política em um contexto diferente.

Considerações finais

A decisão de Geller de não retornar ao Ministério da Agricultura enquanto Carlos Fávaro estiver no comando ressalta as tensões internas e as complexidades políticas envolvidas na gestão da pasta. Além disso, a investigação sobre o leilão de arroz e a postura de ambos os políticos continuarão a ser acompanhadas de perto.

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