O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, encaminhou para a Corregedoria-Geral da Polícia Federal o pedido apresentado pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para investigar um suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas ao inquérito da chamada Farra do INSS. A solicitação foi protocolada nesta segunda-feira (3) por advogados do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo informações divulgadas, a defesa sustenta que dados protegidos por sigilo teriam sido divulgados de forma irregular durante o andamento das investigações. Após receber o pedido, o ministro determinou o envio do caso à Corregedoria da Polícia Federal para análise, seguindo o procedimento administrativo normalmente adotado em situações semelhantes.
Pedido será analisado pela Corregedoria da PF
De acordo com o Ministério da Justiça, caberá à Corregedoria da Polícia Federal avaliar se existem elementos que indiquem eventual vazamento de informações sigilosas durante as investigações.
Caso sejam identificados indícios de irregularidade, poderão ser adotadas medidas administrativas e investigativas para apurar a origem da divulgação dos dados. Até o momento, o ministério não informou prazo para a conclusão dessa análise.
Defesa questiona divulgação de informações sigilosas
A iniciativa da defesa de Lulinha ocorreu após a divulgação de informações relacionadas ao inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o caso conhecido como Farra do INSS.
Segundo os advogados, informações protegidas por sigilo passaram a circular publicamente antes que a defesa tivesse acesso integral aos autos da investigação. Além do Ministério da Justiça, o pedido também foi encaminhado diretamente à Corregedoria da Polícia Federal.
Investigação segue em andamento
O encaminhamento do pedido não altera o andamento das investigações já autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento aberto no Ministério da Justiça trata exclusivamente da apuração sobre eventual vazamento de informações protegidas por sigilo.
Enquanto a Corregedoria analisa a solicitação, os inquéritos relacionados ao caso continuam tramitando sob supervisão do STF. Até o momento, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal não divulgaram informações sobre eventual abertura de procedimento disciplinar ou identificação de responsáveis pelo suposto vazamento.




