O debate sobre a substituição do sistema BRT (Bus Rapid Transit) pelo ART (Autonomous Rail Transit) em Cuiabá e Várzea Grande voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que não é contrário à mudança, mas pediu atenção redobrada diante do histórico de corrupção e desperdício de recursos públicos envolvendo o antigo projeto do VLT.
Cautela com o passado e foco no futuro
Max Russi destacou que qualquer decisão sobre o transporte público metropolitano precisa ser pautada em estudos técnicos e transparência. Segundo o parlamentar, a troca de modal não pode repetir os erros cometidos durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, quando o Estado trocou o BRT pelo VLT e o projeto acabou se tornando um símbolo de escândalo e má execução.
“O que não pode acontecer é uma nova mudança sem planejamento e sem garantias. O que a população quer é um sistema que funcione e que seja concluído dentro do prazo”, afirmou Russi.
O que é o ART e por que o tema divide opiniões
O ART é um sistema de transporte autônomo que utiliza pneus de borracha e segue rotas guiadas por sensores. A tecnologia promete menor custo de implantação em comparação com trilhos tradicionais e maior eficiência energética. No entanto, ainda é uma novidade no Brasil e gera dúvidas quanto à sua adaptação às condições urbanas e climáticas de Cuiabá, uma das capitais mais quentes do país.
Enquanto o prefeito Abilio Brunini (PL) defende a adoção do novo sistema como alternativa moderna e sustentável, críticos pedem prudência e alertam para o risco de atrasos e custos extras em mais uma troca de projeto.
O desafio da mobilidade na capital
Cuiabá e Várzea Grande convivem há anos com o impasse do transporte público. O VLT, que deveria ter sido entregue antes da Copa do Mundo de 2014, permanece como obra inacabada e símbolo de desperdício de recursos. Agora, a proposta do ART reacende esperanças, mas também a desconfiança da população.
Max Russi defende que qualquer decisão passe por diálogo entre governo, prefeitura e sociedade civil. “Precisamos de um modelo eficiente, moderno e que realmente atenda às pessoas”, reforçou o deputado.
Perguntas e respostas
Por que Max Russi pediu cautela sobre o ART?
Porque teme que a troca de modal repita erros de gestão e escândalos de corrupção do passado.
O que diferencia o ART do BRT?
O ART é um transporte guiado por sensores, sem trilhos fixos, enquanto o BRT usa corredores exclusivos para ônibus articulados.
Qual é o maior desafio da mudança?
Garantir planejamento, transparência e execução eficiente para não transformar o novo projeto em mais uma obra parada.



