Um grupo de manifestantes, formado por lideranças indígenas e militantes ligados ao PSOL, invadiu na noite desta terça-feira (11) a sede da COP30, em Belém (PA). O protesto, que surpreendeu organizadores e autoridades de segurança, teve como principal reivindicação a taxação de grandes fortunas para financiar políticas climáticas e sociais. O episódio ocorreu a menos de um ano do início oficial da conferência, que colocará o Brasil no centro do debate global sobre o meio ambiente.
Protesto por justiça climática e fiscal
Os manifestantes afirmaram que o atual modelo econômico privilegia grandes corporações enquanto populações tradicionais e pobres sofrem as consequências das mudanças climáticas. Segundo os líderes do ato, a taxação de grandes fortunas seria uma forma de garantir recursos para proteger florestas, comunidades ribeirinhas e povos originários que vivem em áreas diretamente afetadas pelo desmatamento e pela exploração de recursos naturais.
Durante a invasão, faixas com mensagens como “Quem destrói deve pagar” e “Ricos poluem, pobres morrem” foram estendidas dentro e fora do prédio. O grupo também entoou cânticos em defesa da Amazônia e pediu maior representatividade indígena nas negociações internacionais.
Tensão e segurança reforçada
A entrada dos manifestantes ocorreu durante uma reunião preparatória da COP30, que reunia técnicos e diplomatas de vários países. Agentes de segurança foram acionados e conseguiram controlar a situação após algumas horas de impasse. Ninguém ficou ferido, mas o incidente gerou tumulto e atrasou a agenda oficial do evento.
Autoridades locais classificaram o protesto como “pacífico, porém desordenado”. Apesar da invasão, representantes da organização afirmaram que as demandas dos indígenas e militantes serão analisadas, reconhecendo a importância de incluir vozes sociais e ambientais no debate climático.
Repercussão política e ambiental
O episódio repercutiu imediatamente nas redes sociais e entre parlamentares. Integrantes do PSOL defenderam o protesto, afirmando que a taxação de grandes fortunas é essencial para financiar a transição ecológica e reduzir desigualdades. Já opositores criticaram a invasão, argumentando que manifestações desse tipo prejudicam o diálogo e a credibilidade do evento internacional.
A COP30, prevista para novembro de 2025, será a primeira conferência climática da ONU realizada na Amazônia. O evento deve reunir líderes de mais de 190 países e é considerado estratégico para reforçar o papel do Brasil nas negociações globais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Perguntas frequentes:
Por que os manifestantes invadiram a sede da COP30?
Eles protestaram pela taxação de grandes fortunas para financiar ações de combate às mudanças climáticas.
O protesto teve confrontos ou feridos?
Não. A manifestação foi controlada após algumas horas e não houve registro de violência.
Quando e onde será realizada a COP30?
A conferência acontecerá em novembro de 2025, na cidade de Belém, no estado do Pará.



