Lindbergh Farias acusa relator de criar “nova pec da blindagem” e alerta para enfraquecimento da Polícia Federal; veja vídeo

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), voltou a protagonizar um embate político após criticar duramente o relatório do deputado Guilherme Derrite (PL-SP) sobre o Projeto Antifacção. Em entrevista e manifestações nas redes sociais, o petista classificou o parecer como uma “nova PEC da Blindagem”, apontando que o texto cria obstáculos à atuação da Polícia Federal e abre espaço para interferência política nas investigações.

A polêmica em torno do Projeto Antifacção

O Projeto Antifacção, apresentado com o objetivo de fortalecer o combate ao crime organizado e aumentar a cooperação entre estados e União, acabou se tornando motivo de controvérsia no Congresso. O relatório de Derrite, que ainda será votado, prevê que a Polícia Federal só poderá atuar em determinadas operações mediante solicitação formal dos governadores.

Para Lindbergh Farias, essa medida enfraquece a autonomia da corporação e compromete o alcance de investigações de caráter nacional. “É um retrocesso disfarçado de modernização. A PF precisa ter liberdade para agir onde o crime organizado atua, sem depender de autorização política”, afirmou o parlamentar.

Risco de controle político e retrocesso institucional

Lindbergh argumenta que o modelo proposto por Derrite representa um perigo ao sistema de investigação independente. Segundo ele, condicionar as ações da Polícia Federal ao aval dos governadores pode gerar interferências indevidas e dificultar apurações que envolvam governos estaduais.

Especialistas em segurança pública também expressaram preocupação, afirmando que o texto pode resultar em um enfraquecimento das operações de combate a facções que atuam em vários estados, como o PCC e o Comando Vermelho. Para esses analistas, o crime organizado exige respostas integradas e autônomas, e não amarras burocráticas que podem comprometer a eficácia das ações.

Disputa política e reação do relator

O relator do projeto, Guilherme Derrite, rebateu as críticas e afirmou que a proposta busca garantir maior coordenação entre os entes federativos, evitando sobreposição de investigações e conflitos de competência. Ele também destacou que o texto não limita o trabalho da PF, mas cria protocolos mais claros de cooperação entre União e estados.

O debate promete esquentar nas próximas semanas, com o tema dividindo opiniões entre parlamentares e setores da segurança pública. De um lado, há quem veja a proposta como uma tentativa de modernizar o sistema. Do outro, cresce o alerta de que o projeto pode abrir brechas para a politização da segurança nacional.


Perguntas frequentes:

Por que Lindbergh Farias comparou o projeto à “PEC da Blindagem”?
Porque, segundo ele, o texto protege políticos e dificulta a atuação livre da Polícia Federal.

O que muda com o relatório de Guilherme Derrite?
A PF precisaria de autorização dos governadores para atuar em alguns casos de combate ao crime organizado.

Qual é o objetivo declarado do Projeto Antifacção?
Fortalecer o enfrentamento às facções criminosas e melhorar a cooperação entre estados e governo federal.

Fabíola Maria Costa Silva

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