A defesa do tenente-coronel Mauro Cid voltou a protagonizar um embate direto com a Procuradoria-Geral da República (PGR) após uma nova ofensiva judicial. O advogado Cezar Bitencourt rebateu as acusações e afirmou que seu cliente “não deve satisfações” sobre a viagem que familiares fizeram recentemente aos Estados Unidos.

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Viagem vira alvo de polêmica
No centro da controvérsia está uma viagem realizada pela família de Cid para Los Angeles, nos Estados Unidos. O grupo embarcou no fim de maio, com escala no Panamá, e chamou atenção da PGR, que interpretou o deslocamento como parte de um plano de fuga articulado pelo militar. A defesa, porém, contestou a tese. Segundo o advogado, a viagem tinha caráter familiar, voltado à comemoração de aniversário de uma sobrinha. Bitencourt afirmou que os familiares não têm qualquer relação com os processos judiciais e, portanto, não precisam prestar esclarecimentos.
Mandado cancelado de última hora
A Polícia Federal chegou a ir até a residência de Mauro Cid para cumprir um mandado de prisão. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, revogou a ordem minutos antes da ação. A medida gerou ainda mais tensão entre a defesa do militar e os órgãos de investigação. Em tom duro, Cezar Bitencourt declarou publicamente: “A vida do Cid segue indiferente ao processo. Dane-se a PGR”. O advogado também reforçou que todas as medidas cautelares estão sendo rigorosamente cumpridas e que não existe qualquer intenção de fuga.
Passaporte português entra na mira da PGR
Além da viagem, outro ponto que reforçou a preocupação da PGR foi o suposto interesse de Mauro Cid em obter nacionalidade portuguesa. O órgão viu nisso um risco adicional de evasão, já que o passaporte europeu facilitaria sua circulação internacional. A defesa rebateu. Alegou que a busca pela dupla cidadania é legítima e não configura, por si só, tentativa de descumprir ordens judiciais ou de abandonar o país.
Clima de tensão no inquérito
O caso elevou ainda mais a temperatura no processo que envolve Mauro Cid, investigado por suposto envolvimento em fraudes, organização criminosa e atos antidemocráticos. O embate entre defesa, STF e PGR tende a gerar novos desdobramentos nas próximas semanas.
Perguntas e respostas
Alega risco de fuga, especialmente após viagem da família e suspeitas de obtenção de passaporte português.
Diz que Cid não deve explicações sobre a viagem da família, que cumpre medidas cautelares e é legal buscar cidadania portuguesa.
O ministro Alexandre de Moraes revogou o mandado de prisão de Cid no momento em que a PF chegou à sua residência
