Cultura ou barulho? Secretário de Cultura defende música ao vivo em Cuiabá em meio à polêmica da lei do silêncio; Veja vídeo

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O secretário de Cultura de Cuiabá, Jhonny Everson, afirmou que a música ao vivo e a cultura dos bares fazem parte da essência da capital mato-grossense. A declaração foi dada durante uma reunião tensa com empresários do setor, realizada nesta quinta-feira (18) na presidência da Câmara Municipal.

A fala surge em meio a uma série de embates entre donos de bares, músicos e a Prefeitura de Cuiabá, que intensificou a fiscalização baseada na lei do silêncio. Segundo Jhonny, é preciso diferenciar poluição sonora de manifestações culturais que impulsionam a economia criativa da cidade.

Setor cobra mais equilíbrio na fiscalização

Empresários e representantes de bares e restaurantes relataram sentir perseguição nas últimas semanas. Eles reclamam da forma como os fiscais têm aplicado multas, interditado estabelecimentos e apreendido equipamentos.

“Não somos vilões, movimentamos a economia, geramos emprego e promovemos cultura”, destacou um dos empresários presentes. Eles pedem que haja bom senso na aplicação da lei, sem criminalizar a música ao vivo. O secretário reforçou que a gestão municipal precisa encontrar um equilíbrio entre garantir o sossego dos moradores e preservar a atividade cultural. “Tratar a música como barulho é um erro que não podemos cometer”, afirmou.

Possíveis mudanças na lei estão em discussão

Durante o encontro, ficou acordado que a Câmara Municipal vai estudar mudanças na legislação para permitir regras mais claras sobre horários, tipos de apresentações e limites de volume.

A proposta deve incluir a criação de um selo para bares que seguem normas acústicas, além de incentivo para isolamento sonoro e acordos de convivência entre comerciantes e moradores. O tema seguirá em debate nas próximas semanas, com participação de representantes da Prefeitura, Ministério Público, setor de bares, músicos e sociedade civil.

Perguntas e respostas

A lei do silêncio vai mudar?
Está em discussão na Câmara, com possibilidade de alterações nos próximos meses.

A fiscalização vai continuar?
Sim, mas com promessa de mais diálogo e critérios mais claros.

A música ao vivo pode ser proibida?
Não. A intenção é regulamentar, não proibir, preservando a cultura e respeitando os moradores.

Fabíola Maria Costa Silva

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