Mauro Mendes diz que operação da PF tem motivação eleitoral e acusa adversários de “armação” a 60 dias das eleições; veja vídeo

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes divulgou uma manifestação nesta quinta-feira (6) para rebater as suspeitas investigadas pela Polícia Federal em operação relacionada ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. Mendes negou qualquer irregularidade, afirmou que os fundos que receberam recursos não possuem relação com ele ou seus familiares e acusou adversários políticos de utilizarem o caso para prejudicar sua candidatura. Segundo o candidato, a proximidade das eleições reforça sua avaliação de que a investigação está sendo explorada politicamente. “Não fiz nada de errado e não tenho nada a temer”, declarou.

Mendes compara operação com investigação de 2014

Ao apresentar sua versão, Mauro relembrou uma busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência em 2014, quando ocupava a Prefeitura de Cuiabá. Segundo ele, o episódio provocou consequências para suas empresas e sua família.

Mendes afirmou que, três anos depois, a investigação foi arquivada pela Justiça após manifestação favorável da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O candidato disse acreditar que a atual investigação também demonstrará que não praticou irregularidades.

Sobre a operação desta quinta-feira, Mauro afirmou que agentes estiveram em sua residência e na empresa de sua família. Segundo ele, em sua casa, a diligência teve como finalidade solicitar seu passaporte.

Ex-governador defende legalidade de acordo com a Oi

Mauro também apresentou sua versão sobre o acordo investigado. Conforme relatou, a disputa começou após o Estado bloquear recursos da Oi em 2009 por uma cobrança tributária.

Segundo Mendes, depois da derrota do Estado na Justiça, o montante atualizado que deveria ser devolvido chegaria a aproximadamente R$ 580 milhões. Ele afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado negociou o encerramento da disputa por R$ 308 milhões.

O candidato sustentou que o acordo passou pela análise de diferentes procuradores, recebeu homologação judicial e foi considerado legal e vantajoso por órgãos de controle. Essas afirmações representam a versão apresentada por Mendes e integram pontos que deverão ser confrontados com os elementos reunidos na investigação.

Mauro acusa adversários e questiona vazamento de informações

No campo político, Mendes fez acusações contra Pedro Taques, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Jayme Campos. Ele alegou que adversários teriam realizado movimentações em Brasília e demonstrado conhecimento prévio sobre a operação. Mauro também afirmou, sem apresentar provas na manifestação divulgada, que Taques teria utilizado sua experiência e relacionamentos para impulsionar a investigação.

“O relatório feito pela Polícia Federal, que embasou a investigação, é um verdadeiro ‘copia e cola’ da denúncia de Pedro Taques”, afirmou.

Mendes também questionou como informações de um procedimento que, segundo ele, estava sob sigilo chegaram antecipadamente a adversários e à imprensa.

“Não vai ser uma armação eleitoreira que vai parar nosso projeto”

Ao relacionar o episódio ao calendário eleitoral, Mauro argumentou que faltam cerca de 60 dias para as eleições e afirmou que seus adversários pretendem transformar a investigação em instrumento eleitoral.

O candidato elevou o tom ao classificar adversários como integrantes da “velha política” e usar expressões como “malandros, medíocres e mentirosos”. Também citou acontecimentos recentes envolvendo as articulações eleitorais de Jayme Campos, Pedro Taques e Janaina Riva para sustentar sua interpretação política sobre o momento da operação.

Apesar das acusações, Mauro afirmou que colaborará com as autoridades e defendeu a continuidade das investigações. “Podem investigar o quanto quiserem, porque eu vou colaborar com tudo e não tenho nada a temer”, declarou.

As acusações contra os adversários e as afirmações sobre motivação eleitoral correspondem à versão de Mauro Mendes. O material apresentado pelo candidato não comprova, por si só, interferência política na atuação da Polícia Federal.

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