O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez um duro pronunciamento nas redes sociais nesta terça-feira (25), onde comparou o cenário de violência no Brasil a um conflito armado. Segundo ele, o país vive uma “guerra silenciosa”, com assassinatos diários que já não chocam mais ninguém.
“A cultura da violência por aqui tem nome: impunidade. As leis são frágeis, cheias de brechas. Quem comete crime não teme as consequências”, afirmou.
Mendes utilizou a tensão entre Irã e Israel como contraponto à realidade brasileira. Para ele, o medo maior deve estar dentro do próprio país, onde a insegurança virou rotina e o sistema penal falha em punir.
MT prende, mas a lei solta
O governador destacou que, em Mato Grosso, o combate ao crime é firme e constante. A Polícia Civil e a Polícia Militar, segundo ele, solucionam a maioria dos casos. No entanto, a frustração vem após a prisão: muitos suspeitos voltam às ruas dias depois.
“De que adianta prender se a lei permite a soltura logo depois?”, questionou o governador.
A crítica direta aponta para a legislação federal, que Mendes classifica como leniente. Ele defende penas mais rígidas, redução de brechas processuais e mudanças estruturais no Código Penal.
Congresso e Governo Federal na mira
Mauro Mendes cobrou ação urgente do Congresso Nacional e do Governo Federal. Ele afirmou que, sem reformas na legislação penal, o país continuará sendo refém do crime e da sensação de impunidade.
“Enquanto houver brechas, os bandidos – e até pessoas comuns – continuarão acreditando que cometer crime ‘não dá em nada’”, disse.
Debate sobre endurecimento penal ganha força
A fala do governador reacende a discussão sobre o rigor das penas no Brasil. Em um momento em que o país enfrenta alta reincidência criminal e sobrecarga no sistema prisional, a proposta de endurecer as leis divide juristas, mas encontra eco entre gestores estaduais.
Três perguntas e respostas
Ele criticou a impunidade no Brasil e a fragilidade das leis penais.
Que aprove reformas para endurecer o Código Penal e fechar brechas legais.
Ele afirma que o estado adota tolerância zero e prende, mas a Justiça solta por causa da lei federal.



