Erika Hilton (PSOL-SP), primeira mulher trans eleita deputada federal pelo estado de São Paulo, respondeu nesta terça-feira (25) às críticas por ter assistido a um show da cantora Beyoncé durante viagem à Europa. Em vídeo publicado nas redes sociais, Erika reafirmou que a ida ao espetáculo ocorreu fora da agenda oficial e com recursos próprios.
“Eu fui a trabalho. Não usei dinheiro da Câmara para passagem ou despesas pessoais. E, sim, comprei o ingresso do show com meu dinheiro”, disse a parlamentar.
Erika Hilton rebate polêmica sobre viagem à Europa e ida ao show da Beyoncé; Veja vídeo pic.twitter.com/fmxuvlctwc
— O Matogrossense (@o_matogrossense) June 26, 2025
Viagem teve foco em direitos humanos e democracia
Durante a estadia em Lisboa, Erika participou de encontros voltados à defesa dos direitos humanos, combate à violência política e fortalecimento das democracias. A missão contou com representantes de vários países e teve apoio de organizações internacionais.
Segundo informações do gabinete da deputada, a Câmara dos Deputados não pagou pelas passagens aéreas, diárias ou ingressos de eventos culturais.
Acusações expõem preconceito e racismo, diz Erika
A repercussão negativa da ida ao show evidenciou ataques com motivações políticas e preconceituosas, segundo Erika. Ela denunciou o caráter racista e misógino das críticas, destacando que muitos parlamentares participam de atividades culturais em viagens oficiais sem gerar a mesma reação.
“É como se uma mulher negra e trans não pudesse ter lazer, mesmo após cumprir compromissos oficiais. Isso revela uma tentativa de deslegitimar a nossa presença na política”, afirmou.
Apoio nas redes e debate sobre transparência
Diversas figuras públicas e parlamentares saíram em defesa de Erika, acusando setores conservadores de distorcer os fatos para atacar sua imagem. Movimentos sociais também apontaram transfobia nas críticas.
O episódio reacendeu discussões sobre como a opinião pública reage de forma desigual a ações semelhantes entre parlamentares, especialmente quando envolvem mulheres negras e LGBTQIA+.
Perguntas e respostas
Não. Ela afirmou que pagou o ingresso com recursos próprios.
Sim. Erika participou de uma agenda institucional voltada a direitos humanos em Lisboa.
Não. Segundo Erika, nenhuma despesa foi custeada pela Câmara dos Deputados.
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