Mãe protesta em Cuiabá e tenta impedir que assassina confessa escape do júri popular; veja vídeo

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A técnica de enfermagem Ana Paula Azevedo, de 44 anos, protestou na manhã desta quarta-feira (19) em frente ao Fórum de Cuiabá. Ela se manifestou contra a decisão que suspende, por enquanto, o julgamento de Nataly Helen Martins Pereira pelo júri popular. A acusada confessou que matou Emilly Azevedo Sena, de 16 anos, e retirou a criança do ventre da jovem em um crime que chocou Mato Grosso. A Justiça acatou o pedido da defesa para realizar um exame de insanidade mental, medida que pode mudar o rumo do processo e alterar a forma como a ré será responsabilizada.

Reprodução: Gazeta Digital

A revolta da família e o apelo por justiça

Ana Paula afirma que a decisão causa indignação e amplia a dor de perder a filha de forma brutal. Ela relata que teme ver o caso seguir por um caminho que minimize a gravidade do crime e destaca que a acusada agiu de forma consciente durante toda a trama. A mãe afirma que Emilly perdeu o direito de criar a própria filha, enquanto a acusada tenta usar a tese de incapacidade mental para evitar o julgamento popular. O pedido de justiça mobilizou familiares, amigos e apoiadores que acompanharam o protesto e reforçaram a necessidade de responsabilização plena.

Um crime planejado que abalou o estado

A investigação aponta que Nataly atraiu a jovem até sua residência sob o pretexto de doar roupas, planejou cada etapa da ação e arrancou o bebê do ventre da vítima. A criança sobreviveu e permanece sob os cuidados da família de Emilly. O caso ganhou repercussão nacional devido à crueldade e ao modo como a acusada teria premeditado cada gesto, o que reforça a avaliação dos familiares de que a ré tinha plena consciência do que fazia. A trama expôs fragilidades sociais, levantou discussões sobre proteção a adolescentes e reacendeu debates sobre feminicídio.

Decisão judicial e impactos no andamento do caso

Com a decisão dos desembargadores, o exame de insanidade mental definirá se a ré tinha capacidade plena no momento do crime. Caso o laudo conclua pela incapacidade, o processo pode mudar de direção e impedir o julgamento pelo tribunal do júri. Ana Paula afirma que teme ver a dor da família ser desconsiderada e questiona o impacto dessa decisão na memória da filha. Ela também afirma que o maior desafio será explicar à criança, no futuro, como perdeu a mãe em circunstâncias tão violentas.

Perguntas frequentes:

O que pode acontecer se o laudo indicar incapacidade mental?

A ré pode deixar de ir a júri popular e receber outro tipo de tratamento jurídico.

A família pretende recorrer da decisão?

Sim. Os familiares afirmam que buscarão todas as medidas legais para manter o júri popular.

A criança sobreviveu ao crime?

Sim. Ela está sob cuidados da família e apresenta bom estado de saúde.

Amanda Almeida

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