Câmeras de segurança flagraram dois criminosos armados assaltando a loja Soberano Automóveis, na Avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá, na tarde de terça-feira (05). Os suspeitos entraram no estabelecimento fingindo interesse na compra de veículos antes de anunciar o roubo.
A dupla rendeu funcionários sob ameaça de arma de fogo, recolheu dinheiro e joias e fugiu logo após o crime. Até agora, a polícia não identificou nem localizou os envolvidos.
O caso aumentou a preocupação de comerciantes da Capital com assaltos praticados durante o expediente. A Polícia Civil já analisa as imagens do circuito interno para identificar os autores e reconstruir a ação criminosa.
Polícia Civil utiliza imagens para identificar suspeitos
As gravações mostram os criminosos circulando pela loja poucos minutos antes do assalto. A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá conduz a investigação e deve utilizar o material para reconhecer os suspeitos.
Investigadores também devem ouvir funcionários e testemunhas que estavam próximos ao local no momento da ação. A polícia ainda não divulgou detalhes sobre a rota de fuga utilizada pela dupla.
Criminosos têm adotado a estratégia de fingir interesse comercial para entrar em empresas sem levantar suspeitas. O método já apareceu em outros roubos registrados em estabelecimentos comerciais de Mato Grosso.
Lei prevê pena superior a 10 anos para roubo armado
A legislação brasileira enquadra o caso como roubo majorado, crime previsto no artigo 157 do Código Penal. O uso de arma de fogo e a atuação conjunta de dois criminosos aumentam a pena, que pode ultrapassar 10 anos de prisão.
A Justiça também pode aplicar agravantes caso a investigação confirme violência psicológica, ameaça intensa ou restrição da liberdade das vítimas durante o assalto.
Roubo à mão armada acontece quando criminosos usam armas para ameaçar vítimas e levar bens ou dinheiro.
A Justiça pode aplicar pena superior a 10 anos de prisão em casos de roubo com arma de fogo e participação de mais de uma pessoa.
A população pode denunciar pelo Disque-Denúncia 181 ou pelos telefones 190 e 197, com sigilo garantido.



