Macron dissolve Parlamento e convoca eleições antecipadas na França; veja vídeo:

Presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições legislativas para 30 de junho e 7 de julho. Ele tomou essa decisão após a derrota de seu partido nas eleições para o Parlamento Europeu, onde o partido de extrema-direita de Marine Le Pen, Reunião Nacional (RN), obteve 30% dos votos, enquanto o partido de Macron alcançou apenas 21%.

Motivações para a dissolução

Primeiramente, Macron destacou que a derrota nas eleições europeias não pode ser ignorada e que é necessário enfrentar o crescimento do nacionalismo na França. Ele afirmou: “Decidi devolver-vos a escolha do nosso futuro parlamentar por meio da votação. Estou, portanto, dissolvendo a Assembleia Nacional.” Com essa medida, Macron visa mobilizar os eleitores e responder diretamente à ascensão do RN.

Posicionamento de Le Pen

Marine Le Pen, líder do RN, declarou que seu partido está pronto para assumir o poder se os franceses lhes derem confiança nas próximas eleições. No entanto, Le Pen tem suavizado seu discurso para atrair uma base mais ampla de eleitores, focando em questões socioeconômicas, como salários, pensões e custo de vida.

Impacto das eleições europeias

Nas recentes eleições para o Parlamento Europeu, eleitores dos 27 países da União Europeia elegeram 720 legisladores. A Alemanha possui o maior número de cadeiras, com 96, enquanto Malta e Luxemburgo têm as menores representações, com seis cada. A vitória do RN nas eleições europeias evidenciou o crescimento do apoio ao nacionalismo na França.

Próximos passos

Com as novas eleições legislativas marcadas, Macron e Le Pen devem se enfrentar novamente em uma intensa disputa política. Ambos os líderes buscarão conquistar o apoio dos eleitores, especialmente daqueles preocupados com a economia e a estabilidade social. Portanto, a decisão de Macron de dissolver o Parlamento representa uma tentativa de reafirmar seu mandato e estabilizar seu governo diante da crescente influência do RN.

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