Na quinta-feira (26), o presidente Lula fez uma visita histórica à Favela do Moinho, centro de São Paulo, onde formalizou um acordo habitacional que visa reassentar cerca de 900 famílias da comunidade. A iniciativa envolve governos federal e estadual e prevê realocação digna via compra assistida, com aluguel social durante a transição.
Compra assistida garante casa própria com subsídio
O programa apresentado prevê que cada família receba até R$ 250 mil para compra de imóvel. O governo federal, via Minha Casa, Minha Vida, arcará com R$ 180 mil, enquanto o governo de São Paulo contribuirá com R$ 70 mil. Durante o período de transição, as famílias terão R$ 1.200 mensais de aluguel social.
O modelo favorece uma realocação gradual em imóveis já prontos ou em fase final, escolhidos pelas famílias, sem necessidade de financiamento. É uma estratégia semelhante à adotada em situação de emergência no Rio Grande do Sul.
Terreno só será cedido após execução do acordo
VO governo desapropriará a área, que pertence à União, e a transformará no Parque do Moinho — um espaço público que beneficiará toda a cidade. Mas há uma condição: a União só efetivará a cessão do terreno após garantir moradia digna para todas as famílias, como Lula explicou durante seu pronunciamento.
O presidente mencionou a falta de confiança no governo estadual anterior: “não cedo o terreno agora porque vão enxotar vocês”, afirmou. A portaria assinada também prevê diálogo federativo e respaldo do ministro das Cidades e da Caixa .
Governo federal reagiu a ações policiais
Na véspera, o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo, esteve no Moinho e destacou que o governo federal foi contrário à ação policial que resultou em remoções forçadas de moradores. A intervenção ajudou a suspender a cessão do terreno e permitiu diálogo com a comunidade.
Macêdo reforçou que o próximo ciclo envolverá execução do acordo com respeito, respeito e cordialidade federativa — agora reafirmado pela assinatura de Lula nesta quinta.
A perspectiva da comunidade no centro da mudança
A Favela do Moinho, localizada sob viaduto no centro de São Paulo, abriga cerca de 375 domicílios e é símbolo de resistência urbana desde os anos 1990. Durante o evento, Lula enfatizou a importância de tratar a população com dignidade, alertou contra especulação (imóveis que passaram de R$ 260 mil para R$ 400 mil após anúncio) e reafirmou atuação séria da Caixa para garantir preços justos às famílias.
Perguntas e respostas
- Quando as famílias vão começar a sair do Moinho?
A realocação já começa após assinatura das portarias e seleção dos imóveis. - O que será construído no lugar da favela?
O governo transformará o terreno no Parque do Moinho. - E se a obra atrasar?
O acordo prevê aluguel social de R$ 1.200 até a conclusão da mudança.



