A morte violenta de Rodrigo da Silva Boschen, de 22 anos, gerou comoção nacional após o jovem ser brutalmente espancado e assassinado nas proximidades do supermercado Muffato, no bairro Portão, em Curitiba. O crime, que teve como pivô o furto de uma barra de chocolate, mobilizou autoridades, ativistas e a população. Entre as vozes mais contundentes, está a do deputado estadual Renato Freitas (PT), que denunciou com firmeza a barbárie e a omissão do supermercado.
“Quem tem coração de gelo, que faça bom proveito. O meu é de carne, e sangra o tempo todo”
Renato Freitas foi direto em seu desabafo: “Eu já perdi um familiar, tive meu irmão assassinado com 24 anos de idade, vítima de um assalto, sei o que a morte violenta e trágica representa no seio de uma família.” Em sua declaração, o parlamentar deixou claro o quanto o caso de Rodrigo o atingiu pessoalmente. Ele participou do velório e reforçou que não se trata de um caso isolado, mas de uma estrutura que naturaliza a violência contra jovens negros e pobres.
A indignação aumentou quando veio à tona que a empresa responsável pela segurança do Muffato não possui licença da Polícia Federal, funcionando de forma clandestina. Segundo Freitas, isso apenas agrava a responsabilidade do supermercado, que terceiriza sua segurança sem qualquer controle público.
Loja seguiu com música e vendas: “Desumanidade escancarada”
Outro ponto denunciado por Freitas foi a indiferença do Muffato diante do crime. “O supermercado manteve a loja aberta, com ‘música ambiente’, vendendo seus produtos sem prestar qualquer tipo de solidariedade à família da vítima”, afirmou. A postura da empresa, segundo ele, simboliza o desprezo com que vidas periféricas são tratadas por grandes corporações.
O deputado ainda convocou a população para não silenciar: “Continuamos a convocar todo o povo contra a covardia, contra o assassinato, contra a desvalorização da vida humana!”
Dois presos e investigação em andamento
A Polícia Civil já prendeu o segurança e o motoboy envolvidos diretamente na agressão que levou Rodrigo à morte. Ambos respondem por homicídio doloso. A investigação agora depende de laudos periciais para reforçar a responsabilização penal.
Perguntas e respostas
- O que motivou o espancamento de Rodrigo?
O furto de uma barra de chocolate. - Renato Freitas esteve presente no velório?
Sim, e fez declarações fortes em solidariedade à família. - O supermercado Muffato se manifestou?
Até agora, não houve nota pública nem apoio à família da vítima.



