Moradores da Região do Paraíso do Manso, em Chapada dos Guimarães, denunciaram o descarte irregular de lixo na estrada que liga a Vila Paraíso do Manso à saída para o Bom Jardim. Segundo relatos, a via está sem saída após o incêndio de uma ponte, o que agrava a situação e dificulta o acesso. O problema foi registrado na última quarta-feira (18).
Entulho, móveis velhos, sacos de lixo doméstico e restos de obras ocupam trechos da estrada. A comunidade afirma que o acúmulo provoca impacto ambiental, risco à saúde pública e ameaça à segurança de quem ainda circula pelo local.
Aumento do lixo transforma estrada em risco para a população
Quem passa pela região encontra restos de construção civil espalhados às margens da via. Há também sofás, armários e resíduos orgânicos. O cenário indica que o local virou ponto de descarte clandestino.
O descarte irregular de resíduos é crime ambiental no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/1998. A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que o gerador é responsável pela destinação correta do lixo. Quando o material é abandonado em vias públicas, o poder público precisa atuar para remover os resíduos e identificar os responsáveis.
Risco de insetos, doenças e acidentes na estrada
O acúmulo de lixo favorece a proliferação de insetos e roedores. Sacos com resíduos domésticos expostos ao sol e à chuva liberam chorume, que pode contaminar o solo e cursos d’água próximos.
Chapada dos Guimarães abriga áreas de preservação ambiental e integra um dos principais polos turísticos de Mato Grosso. O descarte irregular compromete a paisagem e afeta a imagem da região.
Além do dano ambiental, há risco de acidentes. Motoristas precisam desviar de montes de entulho. Com a ponte queimada e a estrada sem saída, o fluxo já está comprometido.
Comunidade cobra providências do poder público
Moradores pedem que a Prefeitura de Chapada dos Guimarães realize a limpeza da área e intensifique a fiscalização. Eles também defendem campanhas educativas para orientar sobre o descarte correto de resíduos.
A gestão municipal pode aplicar multas e acionar órgãos ambientais para investigar os responsáveis. A remoção rápida do lixo reduz riscos e evita novos descartes.
Enquanto aguardam resposta oficial, os moradores reforçam o apelo por providências. A situação expõe um problema recorrente em áreas afastadas: a falta de controle transforma estradas rurais em depósitos improvisados.
Sim. O descarte irregular de lixo é crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
O acúmulo de lixo pode favorecer doenças como dengue, leptospirose e infecções causadas por bactérias e fungos, além de atrair insetos e roedores.
A prefeitura é responsável pela limpeza de vias públicas. No entanto, quem descarta lixo de forma irregular também pode ser responsabilizado e multado.


