Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, matou a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, e enterrou o corpo no quintal da casa onde o casal morava, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá, nesta terça-feira (5). A Polícia Civil prendeu o suspeito no local após ele confessar o crime.
Jackson procurou a polícia na segunda-feira (4) e registrou o desaparecimento da esposa. Horas depois, voltou à delegacia e afirmou que sofria extorsão. A mudança de versão levantou suspeitas imediatas e levou os investigadores a iniciar buscas na residência.
Durante a vistoria, policiais localizaram o corpo de Nilza enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos do imóvel, onde funciona uma serralheria. A equipe confirmou a ocultação do cadáver ainda no local.
Suspeito manda escavar buraco e tenta ocultar corpo com planejamento prévio
Jackson contratou uma empresa especializada para escavar o buraco dias antes do crime, segundo a investigação. A profundidade exigiu o uso de trator para retirar o corpo, o que reforça a hipótese de premeditação.
Nilza atuava como empresária do ramo imobiliário e mantinha forte presença no bairro, onde morava há mais de uma década. Vizinhos relataram que o casal oficializou a união em 2024 e descreveram o suspeito como pouco presente na rotina da comunidade.
Moradores compartilharam áudios em grupos locais sugerindo um suposto sequestro, mas a polícia descartou essa versão após encontrar o corpo. A investigação segue sob a classificação de feminicídio.
É o assassinato de uma mulher por razões de gênero, geralmente ligado à violência doméstica ou discriminação.
A lei prevê reclusão de 1 a 3 anos, além de agravantes se o crime estiver ligado a homicídio.
Basta ligar para o 180 ou 197; ambos permitem denúncia sem identificação e funcionam 24 horas.



