Homem é preso após investigação apontar seguros de R$ 15 milhões no nome de companheiro morto em motel; Veja vídeo

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A morte de um jovem de 21 anos, encontrado sem vida na banheira de hidromassagem de um motel na zona oeste de São Paulo, passou a ser investigada como possível crime motivado por interesse financeiro. O companheiro da vítima, Fernando Curti Tavares, foi preso na manhã de quarta-feira (28), após a Polícia Civil identificar contratos de seguros de vida que somariam cerca de R$ 15 milhões em nome do rapaz.

Segundo os investigadores, Fernando era o único beneficiário das apólices e teria solicitado o pagamento das indenizações poucas horas depois da morte do jovem. A descoberta levantou suspeitas sobre a possível motivação do crime e levou a polícia a aprofundar a apuração.

O caso aconteceu na madrugada de 1º de outubro, em um motel localizado na Avenida Marquês de São Vicente, na região da Barra Funda. A morte foi inicialmente registrada como acidental.

Investigação identificou mais de três contratos de seguro

De acordo com a Polícia Civil, a vítima possuía mais de três apólices de seguro de vida, com valores que variavam entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Os contratos também apresentavam cláusulas especiais que poderiam dobrar a indenização em caso de morte acidental.

Fernando aparecia como único beneficiário de todos os seguros. Outro aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi a rapidez com que as indenizações teriam sido solicitadas após a confirmação da morte.

A polícia trabalha para esclarecer se a contratação dos seguros e o pedido de pagamento têm relação direta com o que aconteceu no motel.

Companheiro relatou que encontrou jovem desacordado

Conforme os registros da ocorrência, o casal chegou ao estabelecimento por volta das 22h de 30 de setembro. Fernando pagou uma diária e permaneceu com o companheiro na suíte.

Durante a madrugada, o suspeito acionou o Samu e informou que havia encontrado o jovem desacordado dentro da banheira de hidromassagem. A equipe de atendimento compareceu ao local e constatou a morte.

A Polícia Militar verificou que Fernando era a única pessoa que estava na suíte com a vítima. Em seu relato, ele afirmou que os dois tiveram uma relação sexual na banheira e que, depois, saiu para tomar banho em outro ambiente da suíte, que tinha dois andares. Ao retornar, cerca de 20 minutos depois, teria encontrado o companheiro desacordado.

Suspeita de homicídio por interesse financeiro

A partir dos elementos reunidos, a Polícia Civil passou a investigar a hipótese de que a morte tenha sido provocada para permitir o recebimento dos valores dos seguros.

O advogado Adriano Scattini, especialista em fraudes contra seguros, avaliou que, se os fatos forem comprovados, o suspeito poderá responder por homicídio qualificado por motivo torpe, diante de uma possível motivação financeira.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte, analisar os contratos e verificar a participação do investigado. Apesar da prisão, a suspeita ainda precisa ser comprovada, e a responsabilidade criminal será definida pelas autoridades competentes.

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