Um homem afirmou que perdeu um possível cliente porque dirigia um carro vermelho. Em um vídeo publicado no Instagram na última semana, com localização indicada em Cuiabá, ele conta que ouviu do contratante que não fecharia negócio por causa da cor do veículo e de sua posição política.
“Saí de um cliente agora, o cliente falou que não fechava comigo porque meu carro é vermelho e eu sou petista”, relatou o homem na gravação.
Indignado com a situação, ele questionou a associação entre a cor do automóvel e sua preferência política. “Agora eu não posso ter um carro vermelho que eu sou petista. Meu Deus do céu. Não tinha verde, pô”, ironizou.
O autor do vídeo também afirmou que a situação tem prejudicado seu trabalho e pediu ajuda aos seguidores. Na publicação, ele escreveu: “Isso tá me prejudicando muito, me ajudem”.
Até o momento, não há informações que permitam identificar o suposto cliente ou confirmar de forma independente o motivo da recusa. O relato representa a versão apresentada pelo homem nas redes sociais.
Disputa política também envolve as cores da bandeira
A associação entre o vermelho e o Partido dos Trabalhadores (PT), assim como a identificação do verde e amarelo com setores da direita, faz parte de uma disputa simbólica que ganhou força na política brasileira nos últimos anos.
Durante a posse presidencial de 2019, o então presidente Jair Bolsonaro declarou: “Nossa bandeira jamais será vermelha!”. A frase reforçou a associação entre o vermelho e a esquerda, enquanto o verde e amarelo ganharam destaque em manifestações de apoiadores do ex-presidente.
Nos últimos anos, grupos ligados à esquerda também passaram a reivindicar o uso das cores nacionais como símbolos de identidade brasileira, em oposição à ideia de que a bandeira e suas cores representariam exclusivamente um campo político.
Influenciador associou vermelho à esquerda e à religião
A disputa voltou ao debate público após uma declaração do jornalista e influenciador Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, durante um evento de apoio ao senador Flávio Bolsonaro.
Em discurso o influenciador criticou a utilização das cores verde e amarela por apoiadores da esquerda. Na ocasião, afirmou que os integrantes desse campo político “são vermelho” e associou a cor ao diabo.
Pilhado também relacionou a identificação com a direita à fé religiosa e pediu orações pela eleição de Flávio Bolsonaro.
A disputa pelo significado das cores nacionais não começou agora. Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simoni Lahud Guedes e Edilson Márcio Almeida da Silva, analisaram a apropriação política de símbolos como a bandeira e o hino brasileiros no artigo “O segundo sequestro do verde e amarelo: futebol, política e símbolos nacionais”, publicado em 2019.
![PERRENGUE - LEI CIRCUITO TURISTICO - TRABALHO QUE VIRA RESULTADO - MEGABANNER TOPO [ADOPS INS 3120 | CAMP 1088 | PI 92598 | ADOPS-PERRENGUE-3120 | turistico_825x120.gif]](https://cdn.perrenguematogrosso.com/app/uploads/2026/10/turistico_825x120.gif)



