Haddad alerta que vazamentos podem comprometer investigação envolvendo Lulinha

Fabíola Maria Costa Silva
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O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que vazamentos de informações sigilosas podem comprometer as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu na noite desta segunda-feira (24), durante agenda no escritório de campanha do petista, no bairro Pacaembu, na zona oeste de São Paulo.

Haddad comentou as críticas apresentadas pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, sobre a divulgação de informações relacionadas às apurações da Polícia Federal. Segundo o candidato, possíveis irregularidades durante a investigação podem abrir espaço para questionamentos futuros e prejudicar o resultado do processo.

Haddad cobra respeito aos procedimentos legais

Ao comentar o caso, Haddad afirmou que as autoridades precisam respeitar os procedimentos legais durante toda a investigação.

“Se você quiser se valer da sua autoridade para quebrar um sigilo definido pela Justiça, você vai acabar incidindo num erro”, declarou.

A defesa de Lulinha pediu uma investigação sobre os vazamentos. Posteriormente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal apure como informações sigilosas chegaram ao público.

Para Haddad, eventuais ganhos políticos provocados pela divulgação de informações não justificam o descumprimento das regras.

“Você pode ter até dividendos políticos de curto prazo, mas não vai fazer justiça no médio e longo prazo”, afirmou.

Lulinha é alvo de três investigações

Fábio Luís Lula da Silva passou a ser alvo de três investigações autorizadas pelo STF a partir do fim de julho. André Mendonça relata duas delas, enquanto o ministro Flávio Dino conduz a terceira.

Lulinha entrou no radar das autoridades após investigações identificarem sua relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Polícia Federal apreendeu o celular da empresária em dezembro de 2025. Posteriormente, a perícia realizada no aparelho passou a subsidiar as investigações.

Investigadores apuram possível influência no governo

Trechos de conversas e relatórios da Polícia Federal divulgados recentemente indicam uma possível interlocução entre Lulinha, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula conhecido como Marcola.

Os investigadores apuram se os envolvidos atuaram conjuntamente para tentar influenciar decisões do governo federal. Lulinha nega participação em qualquer ato ilícito. Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro também negam irregularidades.

Haddad defendeu que o governo federal não interfira nas apurações e que ministros, superintendentes e delegados tenham liberdade para conduzir o trabalho.

“O que importa é fazer justiça. Doa a quem doer, seja qual for o resultado”, declarou o candidato.

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