A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) afirmou que a fidelidade partidária deve ter peso nas decisões dos políticos e destacou que aguardará as convenções partidárias para conhecer o posicionamento oficial dos filiados sobre as eleições de 2026. A parlamentar defendeu que as definições internas sejam respeitadas e reforçou que a convenção é a instância responsável por deliberar sobre os rumos da legenda.
Durante entrevista, Gisela utilizou como exemplo a eleição presidencial de 2022 para defender a importância do compromisso com o partido. Segundo ela, apesar de ter apoiado a então candidata do União Brasil, Soraya Thronicke, nem todos os integrantes da legenda seguiram a mesma orientação.
Deputada critica falta de fidelidade partidária
Ao comentar o tema, Gisela afirmou que a ausência de alinhamento entre os filiados enfraquece os partidos políticos e dificulta a construção de projetos coletivos.
“Na eleição que nós tivemos, Soraya Thronicke foi candidata do União Brasil e eu praticamente fui uma das únicas que apoiei na época, seja por ser mulher, seja por ser uma candidata do partido. Mas é isso, a gente não viu a fidelidade partidária acontecer, tendo essa liberação para os outros partidos.”
Para a deputada, a fidelidade às decisões partidárias é um dos pilares para o fortalecimento das legendas no país.
Convenção será decisiva
Gisela ressaltou que, apesar de defender a fidelidade partidária, caberá às convenções definir oficialmente o posicionamento do partido para as próximas eleições.
“O que eu vejo que é muito ruim, é muito prejudicial, porque o partido que você está tem que ter um peso na sua decisão. Então é assim que se faz partido político no Brasil, senão nós não precisávamos ter partido.”
Segundo a parlamentar, as decisões tomadas durante as convenções deverão ser respeitadas por todos os integrantes da legenda.
Respeito às decisões da legenda
Ao encerrar a declaração, Gisela voltou a afirmar que as convenções possuem autonomia para definir os rumos do partido e o comportamento político de seus membros.
“Volto a dizer, a convenção é soberana e é ela que vai decidir como vai se comportar cada membro.”
As convenções partidárias definirão oficialmente as candidaturas e as estratégias eleitorais das legendas para as eleições de 2026. Até lá, lideranças políticas seguem discutindo alianças e buscando consenso interno sobre os nomes que disputarão os principais cargos eletivos em Mato Grosso e no restante do país.






