Seis comunicadores de Mato Grosso deixaram temporariamente o rádio, a televisão e plataformas de comunicação para disputar as eleições deste ano. Todos são de Cuiabá e permanecerão afastados de suas atividades até o pleito, conforme determina a legislação eleitoral.
A regra estabelece que apresentadores, locutores e comunicadores que pretendem concorrer a cargos eletivos devem interromper a participação em programas de rádio, televisão ou outros meios de comunicação para evitar vantagem em relação aos demais candidatos durante o período eleitoral.
Comunicadores disputam vagas na Câmara e na Assembleia
Entre os nomes que deixaram os programas para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados estão os jornalistas e apresentadores Antero de Barros (PV), Haroldo Arruda Jr. (PL), Agnelo Corbelino (PSDB) e o vereador de Várzea Grande Caio Cordeiro (PL), que também atua na comunicação.

Além deles, o deputado estadual Wilson Santos (PSD), que atualmente apresenta um programa de televisão, afastou-se da atração para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Outro nome que também entrou na disputa é o jornalista Arthur Garcia (Novo), responsável por um canal no YouTube voltado à publicação de reportagens investigativas.
Legislação exige afastamento
O afastamento dos comunicadores está previsto na legislação eleitoral e tem como objetivo garantir equilíbrio entre os candidatos durante a campanha.
A norma impede que pré-candidatos utilizem a exposição diária em programas jornalísticos, de entretenimento ou de auditório como ferramenta para ampliar a visibilidade eleitoral antes do início oficial da campanha.
Com isso, os profissionais deixam temporariamente suas funções nas emissoras e plataformas de comunicação até a realização das eleições.
Número é menor que em eleições anteriores
Diferentemente de outros pleitos, quando um número maior de comunicadores deixou os veículos de imprensa para disputar cargos públicos, o processo eleitoral deste ano registra apenas seis afastamentos em Mato Grosso.
O cenário demonstra uma redução na participação de profissionais da comunicação na disputa eleitoral em comparação com eleições passadas, quando rádios e emissoras de televisão registravam um número significativamente maior de apresentadores e jornalistas concorrendo a mandatos eletivos.
Os seis comunicadores permanecerão afastados de suas atividades profissionais até a conclusão do processo eleitoral, cumprindo as exigências da legislação vigente enquanto participam da disputa por cargos públicos nas eleições deste ano.




