Deputado expõe bastidores de órgão que atuava sob ordens “de cima”, mesmo sem base legal
O deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) acusou, nesta sexta-feira (1º), ex-integrantes da Assessoria Especial contra a Desinformação de forjarem relatórios por pressão política. Segundo ele, o ex-chefe da unidade, João Pedro Tagliaferro, revelou que os superiores determinavam a elaboração de documentos mesmo quando não havia crime, nem provas.
“Força o relatório”, diziam ordens, segundo relato
Cherini afirmou que a expressão “usa a criatividade” se tornou comum entre os membros da equipe, indicando que os relatórios serviam mais para atender vontades políticas do que combater de fato a desinformação. “A mentira virou método. A verdade agora vem à tona”, declarou o parlamentar.
O deputado disse que os servidores sabiam da ilegalidade das ações, mas obedeciam por medo. “As ordens vinham de cima. Muitas vezes eram abusivas. E todos se sentiam acuados”, destacou.
Críticas se intensificam contra uso político da estrutura pública
O caso levanta questionamentos sobre o real objetivo da Assessoria Especial, criada com a justificativa de enfrentar fake news. Cherini agora pressiona por investigações formais e pede responsabilização dos responsáveis. “Não dá mais para esconder. Tudo vai aparecer”, disse.
A fala do deputado se soma a outras críticas da oposição, que apontam que a luta contra a desinformação tem sido usada como ferramenta de perseguição ideológica por parte de alguns setores do governo.
Perguntas e Respostas
Ele denunciou que a Assessoria contra a Desinformação forjou relatórios por ordem superior, mesmo sem crime nem prova.
João Pedro Tagliaferro, que teria admitido que as ordens vinham “de cima” e causavam medo na equipe.
Segundo Cherini, ela refletia o improviso e a ausência de provas nas ações do órgão, que obedecia diretrizes políticas.
Cherini quer investigações independentes e punições aos responsáveis por abusos cometidos com a máquina pública.










