O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), proibiu o uso do pronome neutro em eventos públicos organizados pelo município. No entanto, a decisão não passou sem resistência. Um militante dos direitos LGBTQIA+ confrontou publicamente o prefeito, chamando a medida de autoritária e classificando a proibição como um ataque direto à liberdade de expressão e à diversidade de gênero.
“É censura institucional. O prefeito está mais preocupado em perseguir minorias do que em resolver os problemas reais da cidade”, disse o ativista, que se manifestou nas redes sociais após a publicação de Brunini. O prefeito declarou que “não aceitará militância ideológica do pronome neutro” em atividades do município, alegando que está apenas defendendo a Língua Portuguesa.
Embate nas redes acirra disputa entre conservadores e militantes sociais
A declaração do prefeito gerou forte repercussão. Internautas pró-direitos civis acusaram Brunini de tentar silenciar vozes dissidentes, enquanto seus apoiadores aplaudiram a decisão, dizendo que a linguagem neutra representa uma ameaça à “tradição” do idioma.
O militante que confrontou o prefeito reforçou que o uso do pronome neutro é uma forma legítima de visibilidade e inclusão de pessoas não binárias. “Não se trata de ideologia, e sim de respeito. Quem usa ‘todes’ está tentando existir num mundo que insiste em apagá-los”, afirmou.
Debate sobre pronome neutro já mobiliza juristas e educadores
Embora o pronome neutro ainda não faça parte da norma culta, diversas instituições acadêmicas e culturais têm adotado a linguagem como ferramenta pedagógica de inclusão. Juristas alertam que impedir esse uso em espaços públicos pode gerar judicializações, especialmente se houver constrangimento ou exclusão deliberada.
A medida de Brunini reacende uma disputa mais ampla: de um lado, grupos que defendem a preservação da norma tradicional do português; de outro, movimentos que exigem uma linguagem mais inclusiva e adaptada às novas identidades de gênero.
Perguntas e respostas
A fala do militante tem base legal?
Sim.
A Prefeitura pode ser processada por essa proibição?
Em casos de exclusão ou discriminação explícita, sim.
O uso do pronome neutro é obrigatório em algum espaço?
Não é obrigatório, mas é adotado de forma voluntária por algumas instituições e grupos sociais.






