Um homem de 41 anos, identificado como Francisco Miguel Neto, foi preso no sábado (26), em Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba, durante uma operação para cumprimento de mandados relacionados a condenações pelos crimes de estupro de vulnerável e roubo. Após ser levado para a delegacia de Catolé do Rocha, ele teria afirmado à Polícia Militar que matou 60 pessoas.
A declaração chamou a atenção das autoridades, mas a informação sobre os 60 supostos homicídios ainda não foi confirmada. O relato deverá ser apurado pelas forças de segurança responsáveis pelas investigações dos crimes mencionados pelo preso.
Homem teria relatado participação em mortes na Bahia
Durante os procedimentos na delegacia, Francisco teria contado aos policiais que participou de uma sequência de assassinatos registrada entre fevereiro e abril de 2025, em Ibotirama, no oeste da Bahia.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, três pessoas foram encontradas mortas durante as ocorrências investigadas na cidade. Uma criança também teria sido localizada com vida, apresentando sinais de desidratação e desorientação.
Além disso, uma mulher relacionada ao caso permanece desaparecida. Francisco teria sido apontado como um dos possíveis envolvidos nas ocorrências, juntamente com outros dois homens.
Segundo a versão apresentada à polícia, após os crimes investigados em Ibotirama, o homem teria deixado a cidade e seguido para outro local.
Declaração sobre 60 mortes será investigada
A Polícia Civil da Bahia já investigava os crimes registrados em Ibotirama durante o período mencionado. A declaração feita por Francisco durante a prisão, porém, não significa que os 60 homicídios tenham sido comprovados ou que todos possam ser atribuídos a ele.
A Polícia Civil da Paraíba informou que os possíveis homicídios citados pelo preso são de responsabilidade das autoridades policiais da Bahia. Na Paraíba, Francisco foi localizado e preso em razão dos mandados relacionados às condenações por estupro de vulnerável e roubo.
Até o momento, não há previsão de transferência do homem para a Bahia. Ele permanece preso na Paraíba enquanto as circunstâncias envolvendo as declarações prestadas durante o procedimento policial são analisadas pelas autoridades competentes.
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