Árvores ficam cobertas por teias após milhões de aranhas fugirem de enchente; Veja

Karolina Silva •
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Uma paisagem incomum chamou atenção em partes de Sindh, no Paquistão, após as devastadoras inundações que atingiram a região em 2010. Árvores inteiras ficaram envoltas por enormes camadas de teias de aranha depois que milhões desses animais subiram para os galhos em uma tentativa de escapar da elevação das águas.

O fenômeno ocorreu durante um período em que grandes áreas permaneceram alagadas por bastante tempo. Com o solo coberto pela água, as aranhas buscaram refúgio nas árvores, onde permaneceram enquanto a inundação persistia.

Árvores foram tomadas pelas teias

A grande quantidade de aranhas concentrada nos galhos resultou em uma cobertura incomum de teias que envolveu troncos e copas das árvores.

As imagens registradas na época mostraram árvores com uma aparência diferente da paisagem habitual, cobertas por extensas estruturas de seda produzidas pelos animais.

O fenômeno surpreendeu moradores e chamou a atenção de pessoas que acompanhavam os impactos das enchentes na região.

Aranhas buscaram escapar da água

A subida das águas fez com que milhões de aranhas deixassem o solo e procurassem locais mais elevados. As árvores acabaram funcionando como abrigo durante o período em que as áreas permaneciam inundadas.

Como as águas demoraram a baixar, os animais permaneceram nos galhos por um período prolongado. Nesse intervalo, a quantidade de teias acumuladas aumentou e transformou a aparência das árvores.

O resultado foi uma paisagem que parecia saída de um cenário de ficção, mas que surgiu como consequência de um fenômeno associado às condições ambientais provocadas pelas enchentes.

Enchentes provocaram cenário incomum

As inundações de 2010 foram devastadoras para o Paquistão e afetaram milhões de pessoas. Em Sindh, uma das regiões atingidas, a permanência da água contribuiu para a formação das condições que levaram ao fenômeno das árvores cobertas por teias.

Fotografias feitas na época registraram a cena e ajudaram a mostrar um dos efeitos incomuns provocados pelas enchentes.

A imagem foi registrada pelo fotógrafo Russell Watkins, do então Departamento para o Desenvolvimento Internacional, e se tornou um dos registros mais conhecidos desse fenômeno ocorrido após as inundações no país.

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