Condomínios fechados de Cuiabá passarão a responder pelo consumo de energia elétrica das luminárias instaladas em suas vias internas. A mudança ocorrerá nas faturas emitidas pela Energisa a partir do início de outubro e resulta da atualização cadastral do parque de iluminação pública da Capital.
Em 2025, a Prefeitura revisou os pontos de iluminação cadastrados no sistema municipal. Durante a recontagem, o município identificou luminárias instaladas dentro dos condomínios fechados. A Prefeitura retirou esses pontos do cadastro da iluminação pública e transferiu a responsabilidade pelo consumo para os respectivos empreendimentos.
Agora, a Energisa precisa atualizar os cadastros e direcionar as cobranças aos condomínios. Antes da mudança, o município incluía o consumo dessas luminárias no faturamento da iluminação pública de Cuiabá. A nova regra altera apenas a responsabilidade pelo pagamento da energia utilizada nas vias internas.
Primeira cobrança chega em outubro
A Energisa cobrará na primeira fatura apenas o consumo registrado durante setembro. Os condomínios não receberão automaticamente valores retroativos nessa primeira cobrança. A distribuidora calculará o valor conforme as características do sistema de iluminação de cada empreendimento.
A quantidade de luminárias influenciará diretamente o valor da conta. A potência dos equipamentos também determinará o consumo. Além disso, a Energisa considerará o tempo de funcionamento das luminárias para calcular a quantidade de energia utilizada durante o mês.
Por esse motivo, cada condomínio receberá uma cobrança diferente. Empreendimentos com mais pontos de iluminação poderão registrar consumo maior. Equipamentos com maior potência também poderão elevar o valor mensal da conta.
Energisa calculará consumo de cada condomínio
A nova cobrança não estabelecerá um preço único para todos os condomínios fechados de Cuiabá. A Energisa analisará individualmente os sistemas de iluminação e calculará o consumo conforme os equipamentos instalados nas áreas internas.
Os responsáveis pelos condomínios poderão consultar a distribuidora para verificar a quantidade de pontos cadastrados. Eles também poderão solicitar informações sobre a potência das luminárias e o período considerado no cálculo da conta.
A administração de cada empreendimento poderá conferir os dados antes de incorporar a nova despesa ao orçamento condominial. Essa verificação ajudará os responsáveis a identificar possíveis diferenças entre as luminárias existentes e as informações utilizadas pela distribuidora.
Moradores poderão sentir impacto nas despesas do condomínio
A mudança poderá alterar as despesas mensais dos condomínios fechados. Como cada empreendimento assumirá o pagamento da energia consumida nas vias internas, a administração poderá incluir esse custo no orçamento do condomínio.
Cada condomínio definirá a forma de divisão das despesas entre os moradores conforme suas próprias regras administrativas. A alteração no faturamento da energia não determina como cada empreendimento deverá distribuir internamente esse custo.
Os síndicos e administradores deverão acompanhar a primeira fatura para conferir os valores. Eles poderão comparar o consumo informado pela Energisa com a quantidade e a potência das luminárias instaladas nas áreas internas.
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