Flávio Dino autoriza terceiro inquérito sobre Lulinha e libera investigação sobre vazamento de dados; veja vídeo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A nova investigação apura a suspeita de tráfico de influência em órgãos do governo federal e foi solicitada pela Polícia Federal (PF).

Além do novo inquérito, Dino também autorizou a abertura de uma investigação específica para apurar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas às apurações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois pedidos chegaram ao gabinete do ministro por distribuição realizada na segunda-feira (3).

Com a decisão, Lulinha passa a ser alvo de três investigações distintas no STF. Os dois primeiros inquéritos, que também tratam de suspeitas de tráfico de influência, estão sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Novo inquérito apura suspeita de tráfico de influência

Segundo a Polícia Federal, o terceiro inquérito tem como objetivo investigar uma possível atuação de Lulinha para influenciar decisões em órgãos da administração pública federal.

A autorização concedida por Flávio Dino permite o prosseguimento das diligências solicitadas pela PF, que dará continuidade à coleta de provas e à realização de outras medidas previstas na investigação.

Até o momento, não houve decisão judicial sobre o mérito das acusações, e o procedimento permanece na fase de apuração.

Vazamento de dados também será investigado

Além da investigação sobre tráfico de influência, Flávio Dino autorizou a abertura de um segundo procedimento para apurar o possível vazamento de informações sigilosas relacionadas aos inquéritos.

A apuração atende a um pedido da própria Polícia Federal e ocorre após reclamações apresentadas pela defesa de Lulinha, que alegou divulgação indevida de dados protegidos por sigilo durante o andamento das investigações.

O objetivo é identificar se houve acesso ou divulgação irregular de informações e, caso sejam encontrados indícios, apontar eventuais responsáveis.

Caso passa a ter dois relatores no STF

Diferentemente de outras investigações conduzidas pela Polícia Federal, como as operações Master e INSS, o caso envolvendo Lulinha foi dividido em diferentes procedimentos.

Com isso, os inquéritos passaram a tramitar sob a relatoria de dois ministros do Supremo. André Mendonça permanece responsável pelos dois primeiros procedimentos sobre tráfico de influência, enquanto Flávio Dino ficará à frente do terceiro inquérito e da investigação sobre o suposto vazamento de dados sigilosos.

As investigações seguem em andamento e ainda estão na fase de produção de provas pela Polícia Federal. Até o momento, não há decisão judicial sobre eventual responsabilidade criminal de Lulinha nos fatos apurados.

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