As filhas da professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, denunciaram falhas no sistema de proteção após o feminicídio ocorrido na segunda-feira (16), em Cuiabá. Segundo elas, a mãe enfrentou meses de ameaças e perseguições no contexto de violência doméstica, mesmo após acionar mecanismos de segurança e obter medida protetiva.
Luciene morreu nas primeiras horas da manhã dentro da casa onde morava, no bairro Osmar Cabral. O ex-marido, Paulo Neves Bispo, invadiu o imóvel armado e efetuou disparos contra a professora. Após o crime, vizinhos iniciaram perseguição ao suspeito até o bairro Liberdade. Um policial à paisana localizou o homem, que teria reagido à abordagem e acabou baleado, morrendo no local.
Denúncia aponta falhas no botão do pânico
De acordo com as filhas, a mãe acionou o botão do pânico em ocasiões anteriores, mas o atendimento não teria ocorrido de forma eficaz. Elas afirmam que Luciene buscou ajuda reiteradas vezes, relatando ameaças constantes.
O botão do pânico integra políticas públicas de proteção a mulheres com medida protetiva. O dispositivo envia alerta às forças de segurança quando a vítima identifica risco iminente. A família sustenta que houve falhas na resposta ao chamado.
A denúncia também questiona o cumprimento da medida protetiva concedida à professora. Segundo as filhas, o agressor continuou a persegui-la mesmo após a decisão judicial.
Crime ocorreu dentro da residência
O ataque aconteceu dentro da casa da vítima, no bairro Osmar Cabral. O suspeito invadiu o imóvel armado e efetuou disparos contra a professora. A ocorrência mobilizou moradores da região, que tentaram conter o autor.
Após os disparos, vizinhos iniciaram perseguição até o bairro Liberdade. Um policial à paisana localizou o homem e realizou a abordagem. Conforme informações iniciais, o suspeito reagiu e foi baleado.
O caso encerrou-se com a morte do autor ainda no local.
Debate sobre proteção às vítimas
O feminicídio reacende discussões sobre a efetividade das medidas protetivas e dos mecanismos de proteção. A legislação brasileira prevê instrumentos como afastamento do agressor, monitoramento e dispositivos de emergência.
As autoridades devem apurar as circunstâncias do atendimento e o cumprimento da medida protetiva. A investigação buscará esclarecer se houve falhas institucionais.
Perguntas frequentes:
Onde ocorreu o crime?
No bairro Osmar Cabral, em Cuiabá.
O que as filhas denunciaram?
Elas apontaram falhas no atendimento e na medida protetiva.
O suspeito foi preso?
Não. Ele morreu após reagir à abordagem policial.


