O senador Carlos Fávaro afirmou que se considera um parlamentar reformista e defendeu a reforma tributária como uma medida para simplificar o sistema de impostos e reduzir a burocracia enfrentada pelas empresas. Durante a declaração, ele também avaliou que Mato Grosso precisa ampliar a industrialização e deixar de concentrar sua economia apenas na produção e comercialização de matérias-primas. Fávaro citou setores como algodão, carnes, etanol de milho e biodiesel como exemplos de cadeias que, na avaliação dele, podem ampliar a transformação de produtos dentro do Estado.
Senador se define como reformista
Fávaro utilizou o termo “reformista” ao falar sobre sua atuação política e relacionou essa posição às mudanças no sistema tributário brasileiro. Segundo o senador, a simplificação dos impostos pode reduzir procedimentos burocráticos enfrentados pelo setor empresarial.
A reforma tributária do consumo começou a ser estruturada com a Emenda Constitucional 132, promulgada em dezembro de 2023. Entre as principais mudanças está a substituição gradual de diferentes tributos incidentes sobre o consumo por um novo modelo baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
As declarações de Fávaro representam sua avaliação sobre os efeitos da reforma. Os impactos efetivos para empresas e setores econômicos dependem das regras estabelecidas na regulamentação e da implementação gradual do novo sistema.
Fávaro cobra avanço na industrialização
Ao abordar a economia mato-grossense, Fávaro afirmou que Mato Grosso precisa verticalizar sua produção. Na prática, o senador defende que uma parcela maior das matérias-primas produzidas no Estado passe por processamento e industrialização antes de ser comercializada.
Ele mencionou o algodão e as carnes ao argumentar que Mato Grosso pode avançar nas etapas industriais dessas cadeias produtivas.
Fávaro, entretanto, não apresentou, nas declarações fornecidas, metas específicas de industrialização, estimativas de investimentos ou novos projetos legislativos destinados a alcançar esse objetivo.
Etanol e biodiesel aparecem entre exemplos
O senador também citou o etanol de milho e o biodiesel ao falar sobre atividades que transformam matérias-primas agrícolas dentro de Mato Grosso.
Segundo Fávaro, o Estado precisa acelerar esse processo nos próximos anos para aumentar a presença da indústria associada à produção agropecuária.
A defesa da verticalização, porém, foi apresentada de forma geral. No conteúdo divulgado, Fávaro não detalhou quais incentivos, mudanças tributárias ou políticas públicas adicionais seriam necessários para acelerar a industrialização nem apresentou prazo ou percentual de crescimento pretendido para essas cadeias.
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