Família recebe agendamento psicológico pelo SUS dois anos após morte de mulher em Cuiabá; veja vídeo

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A família de Sidelia Paula da Silva Soares, de 58 anos, recebeu em 15 de julho de 2026 uma mensagem da rede pública de saúde de Cuiabá informando o agendamento de uma consulta psicológica. Sidelia havia solicitado o acompanhamento quase três anos antes, mas morreu em 8 de agosto de 2024, enquanto enfrentava um quadro de depressão.

Sidelia procurou uma unidade de saúde, passou por consulta com um clínico e recebeu uma indicação para acompanhamento psicológico. Depois disso, a equipe encaminhou o pedido para a rede de regulação municipal. Segundo a família, ela aguardou aproximadamente seis meses pelo atendimento antes de tirar a própria vida.

Janaiara Soares, de 33 anos, filha caçula de Sidelia, recebeu a mensagem e sentiu choque e indignação. O comunicado também fez Janaiara reviver as lembranças dolorosas dos últimos anos. A jornalista publicou o caso nas redes sociais para relatar a experiência da família.

Família enfrenta novamente o luto

Janaiara contou que a mãe inicialmente recusou a ideia de procurar tratamento psicológico. Depois da insistência dos familiares, Sidelia decidiu buscar ajuda, mas preferiu utilizar o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A família acompanhou Sidelia durante o período de tratamento e também observou seus planos para o futuro. Segundo Janaiara, a mãe trabalhava com serviços gerais em uma empresa terceirizada e pretendia oficializar o casamento religioso com o marido.

A morte interrompeu esses planos e mudou a rotina dos familiares. Janaiara afirmou que a família passou de um período de preparação para uma celebração para uma fase marcada pelo luto. Dois anos depois, a mensagem sobre a consulta trouxe novamente essas lembranças.

Depressão exige atenção e acompanhamento profissional

A depressão pode provocar sofrimento intenso e alterar o comportamento, o humor e a rotina de uma pessoa. Familiares e amigos precisam observar mudanças importantes e incentivar a busca por ajuda especializada quando identificarem sinais de sofrimento emocional.

O acompanhamento psicológico representa uma das formas de cuidado em saúde mental. Profissionais podem avaliar cada caso e indicar estratégias de tratamento conforme as necessidades do paciente. Médicos, psicólogos e equipes multiprofissionais também podem atuar de maneira integrada.

A família reconhece que nenhum tratamento garante que uma pessoa não cometerá suicídio. Mesmo assim, Janaiara considera importante discutir o tempo de espera enfrentado pela mãe e os impactos que uma demora prolongada pode provocar em pacientes que necessitam de acompanhamento psicológico.

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