Vigilante denuncia ofensas racistas após orientar motorista sobre vaga exclusiva em Barra do Garças; veja vídeo

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Um vigilante patrimonial da Câmara Municipal de Barra do Garças denunciou ter sido vítima de racismo após orientar um motorista sobre o uso de uma vaga exclusiva para veículos oficiais. Segundo Luiz Fernando Soares Ferreira, de 32 anos, o episódio ocorreu na manhã de segunda-feira (7), enquanto ele trabalhava durante o feriado.

Luiz Fernando relatou o caso nas redes sociais e afirmou que pretende registrar uma ocorrência na Polícia Civil. As câmeras de segurança instaladas no local poderão ajudar na identificação do motorista e na apuração das circunstâncias da denúncia.

Discussão começou após orientação sobre estacionamento

De acordo com o vigilante, a situação começou quando ele percebeu que um homem pretendia estacionar em uma área destinada aos veículos oficiais. Luiz Fernando, então, informou sobre a restrição e indicou a sinalização existente no local.

“Eu fui orientar um senhor de pele branca que não pode estacionar ali. Ele começou assim: ‘Onde que está a placa?’. Eu orientei: ‘Tem uma placa ali para informar o senhor’”, relatou.

Ainda segundo Luiz Fernando, o motorista teria se irritado durante a abordagem e inicialmente o chamado de “palhaço”. Na sequência, conforme a denúncia, o homem teria utilizado repetidamente ofensas de cunho racial contra o trabalhador.

Vigilante pretende procurar a Polícia Civil

Luiz Fernando trabalha como vigilante patrimonial há 11 anos e atua há dois anos na Câmara Municipal de Barra do Garças. Em entrevista ao Semana7, ele afirmou que episódios de preconceito ainda provocam tristeza e disse que já enfrentou situações semelhantes ao longo da vida profissional.

A esposa do vigilante estava dentro do prédio da Câmara e, segundo ele, presenciou a discussão. A filha mais velha também demonstrou preocupação depois de saber sobre o episódio.

Relato também provoca preocupação com os filhos

Pai de duas meninas, de 10 e 4 anos, Luiz Fernando aguarda ainda o nascimento de um menino. A esposa está grávida de oito meses. Segundo ele, a situação provocou preocupação sobre possíveis episódios de racismo que as filhas poderão enfrentar no futuro.

“Eu fico pensando como minhas filhas vão encarar isso? Eu tenho que criar elas fortes para esse mundo porque, infelizmente, é uma coisa que vai acontecer uma hora ou outra, vai vir isso na vida delas”, afirmou.

O caso deverá ser levado à Polícia Civil, que poderá utilizar as gravações das câmeras de segurança para identificar o motorista e auxiliar na apuração da denúncia.

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