Deserto mais árido do mundo está coberto por neve, fenômeno não ocorria há 10 anos no Chile; veja vídeo

Vídeo

Pela primeira vez em mais de dez anos, o deserto do Atacama, no norte do Chile, amanheceu coberto por uma extensa camada de neve. O que costuma ser um cenário seco, árido e com índices quase inexistentes de precipitação, agora exibe um visual digno de regiões polares. Como resultado, imagens do fenômeno se espalharam rapidamente nas redes sociais, despertando a curiosidade de especialistas e do público em geral.

Embora o evento tenha chamado atenção pela sua beleza, ele também levantou questionamentos. De acordo com o Departamento de Climatologia da Universidade de Santiago, ainda é cedo para afirmar que a nevasca está diretamente ligada às mudanças climáticas. Contudo, os modelos climáticos observados por pesquisadores sugerem que esse tipo de ocorrência pode se tornar mais comum no futuro. Por isso, os cientistas reforçam a importância do monitoramento constante.

Nova frente fria deve atingir Argentina com força

Enquanto o Chile lidava com a surpresa no deserto, a Argentina se preparava para um cenário igualmente extremo. Conforme os meteorologistas previram, uma frente de ar polar muito intensa deve atingir várias províncias do centro do país neste final de semana. Regiões como Córdoba, Mendoza e San Luis estão entre as mais afetadas.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional, esse tipo de fenômeno não ocorre com tamanha abrangência desde 2012. Por esse motivo, as autoridades locais já emitiram alertas preventivos e reforçaram as medidas de segurança, especialmente nas áreas rurais e nas estradas, onde o risco de acúmulo de neve aumenta consideravelmente.

Pesquisadores pedem cautela, mas observam tendências

Por mais que os eventos chamem a atenção, especialistas pedem cautela antes de associá-los diretamente ao aquecimento global. Ainda assim, muitos deles reconhecem que episódios como esses vêm ocorrendo com maior frequência. Portanto, a análise dos dados meteorológicos e climáticos torna-se fundamental para compreender melhor as possíveis transformações em curso.

Além disso, episódios extremos como esse contribuem para ajustar modelos preditivos e embasam políticas de prevenção. A climatologista Andrea Rojas afirma que “eventos isolados não comprovam nada, mas ajudam a montar o quebra-cabeça climático”.

Perguntas frequentes

Por que neva tão raramente no Atacama?

Porque o deserto tem baixíssima umidade e pouca variação térmica vertical.

Esse fenômeno pode se repetir nos próximos anos?

Sim, os modelos climáticos indicam maior chance de recorrência.

O frio pode afetar a economia local?

Sim, especialmente na agricultura e na logística de transporte.

Lucas

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo