Delegado Frederico Murta defende pena de morte para crimes de extrema gravidade e promete levar debate ao Congresso

Perrengue Mato Grosso

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso e candidato a deputado federal Frederico Murta (Podemos) colocou o endurecimento das punições no centro de seu discurso sobre segurança pública. Murta defendeu que o Brasil discuta a adoção da pena de morte para autores de crimes considerados de extrema gravidade, especialmente em situações envolvendo criminosos reincidentes, e afirmou que pretende levar o tema ao Congresso Nacional caso seja eleito.

Delegado questiona limites da ressocialização

Frederico Murta reforçou seu posicionamento em um vídeo publicado nas redes sociais após repercutir o caso de um pai investigado pela morte das próprias filhas, de 3 e 5 anos, em São Paulo. Os corpos das crianças foram encontrados dentro de um veículo na manhã de domingo (9), Dia dos Pais.

Diante da gravidade do episódio, o delegado questionou se determinados criminosos devem ter a possibilidade de retornar ao convívio social depois de cumprir pena.

“A pena do criminoso não pode ser inferior à pena da vítima”, afirmou Murta.

Para o candidato, casos de violência extrema justificam uma discussão mais ampla sobre o modelo de punição adotado pelo país e os limites da ressocialização.

Frederico Murta quer discussão no Congresso

Murta reconheceu que a pena de morte provoca forte divergência na sociedade, mas argumentou que o Congresso não deveria evitar o assunto.

“Eu sei que é um tema pesado e que muita gente é contra, mas precisamos discutir se criminosos que tiram vidas de forma deliberada devem ter a possibilidade de voltar ao convívio social. Penso que o Congresso precisa ter coragem e responsabilidade para enfrentar esse debate”, declarou.

O delegado afirma que, caso conquiste uma cadeira de deputado federal, pretende defender a discussão de alternativas mais severas para crimes considerados de máxima gravidade.

Constituição proíbe pena de morte para crimes comuns

Atualmente, a Constituição Federal proíbe a pena de morte no Brasil, com exceção dos casos de guerra declarada.

Por isso, transformar a posição defendida por Frederico Murta em uma medida efetiva enfrentaria importantes barreiras constitucionais e também abriria discussão sobre compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Até o momento, a manifestação representa uma posição política do candidato sobre segurança pública e política criminal, sem indicação, nas informações apresentadas, de uma proposta legislativa formal sobre o tema.

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