O ministro Bruno Dantas oficializou nesta segunda-feira (31) sua renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU), movimento que abre caminho para a possível indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a cadeira. Dantas protocolou o pedido pouco depois das 12h e permanecerá no cargo até 9 de setembro.
Pacheco aparece como o nome mais cotado para assumir a vaga, que pertence à cota de indicações do Senado. Entretanto, a entrada do parlamentar no TCU ainda depende do processo formal de escolha e da aprovação pelo plenário da Casa.
A expectativa entre interlocutores é de que a votação possa acontecer já nesta quarta-feira (2), durante o esforço concentrado que levará senadores a Brasília.
Dantas deixa tribunal e fala em “novos desafios”
Após formalizar a saída, Bruno Dantas divulgou uma nota na qual afirmou deixar o TCU com a “serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados”.
O ministro também explicou a decisão de encerrar sua passagem pela Corte.
“E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir. Aos 48 anos, depois de presidir o Tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios”, declarou.
As discussões sobre uma possível saída de Dantas já aconteciam desde o ano passado e ganharam força nos últimos meses.
Pacheco precisa passar pelo Senado
Com a renúncia, o Senado poderá iniciar formalmente o processo para preencher a cadeira.
Caso Pacheco seja indicado, o nome precisará passar pela aprovação dos senadores em votação com quórum presencial.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participa das articulações para acelerar o processo. A presença de grande parte dos parlamentares em Brasília durante o esforço concentrado pode permitir que a votação aconteça ainda nesta semana.
Mesmo com eventual aprovação imediata, a posse não necessariamente ocorrerá em setembro. Entre as possibilidades discutidas está uma entrada de Pacheco no TCU em novembro ou somente posteriormente.
Movimentação também provoca mudanças políticas
A eventual ida de Pacheco para o Tribunal de Contas também produzirá efeitos no Senado.
Caso deixe o mandato, o suplente Renzo Braz (PP-MG) poderá assumir a cadeira. Uma posse de Pacheco no TCU em novembro permitiria que o suplente exercesse alguns meses de mandato antes do encerramento da atual legislatura.
Segundo as informações divulgadas, a indicação de Pacheco conta com articulação de Alcolumbre e aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Aliados afirmam que Pacheco não teria solicitado pessoalmente a vaga. As negociações ganharam força depois que o senador sinalizou que poderia encerrar sua trajetória política e retornar à advocacia.
A possível mudança para o TCU ocorre depois de Pacheco ter comandado o Senado entre 2021 e 2025. Por enquanto, porém, a nomeação ainda depende das etapas formais previstas para o preenchimento da cadeira deixada por Bruno Dantas.
![PERRENGUE - CRIME AMBIENTAL - MEGABANNER TOPO [ADOPS INS 2938 | CAMP 1018 | PI 17408 - GOV | ADOPS-PERRENGUE-2938 | govmt_mt_e_tolerancia_zero_nos_crimes_ambientais_banner_825x120-1-1.gif]](https://cdn.perrenguematogrosso.com/app/uploads/2026/09/govmt_mt_e_tolerancia_zero_nos_crimes_ambientais_banner_825x120-1-1.gif)
![PERRENGUE - FEMINICIDIO - MEGABANNER TOPO [ADOPS INS 3005 | CAMP 1025 | PI 41985- GOV | ADOPS-PERRENGUE-3005 | enfrentamento_ao_feminicidio_e_a_violAancia_domestica_825X120.gif]](https://cdn.perrenguematogrosso.com/app/uploads/2026/09/enfrentamento_ao_feminicidio_e_a_violAancia_domestica_825X120.gif)




