O Brasil deve colher 67,6 milhões de sacas de café beneficiado em 2026, maior volume da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado representa crescimento de 19,6% em relação à safra anterior e reforça a importância da cafeicultura brasileira justamente no ano em que o Dia Internacional do Café passou a contar com reconhecimento oficial da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Em Mato Grosso, a produção cafeeira representa uma parcela menor do volume nacional, mas integra a atividade agrícola de propriedades que apostam principalmente no cultivo do conilon.
Safra brasileira chega a 67,6 milhões de sacas
De acordo com o terceiro levantamento da safra de café de 2026, divulgado pela Conab em 24 de setembro, cerca de 99% da área nacional já estava colhida. A estatal atribui o recorde ao aumento da produtividade média, à expansão da área em produção e à bienalidade positiva, especialmente para o café arábica.
A produção nacional cresceu 19,6% na comparação com 2025. Além disso, a área destinada à produção alcança aproximadamente 1,95 milhão de hectares, avanço de 5,1%.
O café arábica lidera o crescimento e responde pela maior parcela da produção brasileira. Já o conilon, variedade presente na cafeicultura de Mato Grosso, enfrentou um cenário diferente em algumas das principais regiões produtoras do país.
Café também movimenta produtores de Mato Grosso
Embora esteja distante dos maiores estados produtores, Mato Grosso mantém participação na cafeicultura brasileira, especialmente por meio do conilon. A atividade possui espaço principalmente em propriedades que buscam diversificar a produção agrícola.
O levantamento nacional mostra a dimensão da diferença regional. Estados do Sudeste concentram a maior parte das lavouras e da produção, enquanto Mato Grosso participa de uma escala significativamente menor.
Ainda assim, o desempenho nacional influencia toda a cadeia produtiva, desde produtores e beneficiadores até o comércio e o consumidor final. A maior disponibilidade de café também ocorre em um momento de recuperação do consumo interno.
Consumo cresce e preços apresentam redução
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) citados pela Itatiaia mostram crescimento de 2,29% no consumo no varejo entre janeiro e agosto de 2026, com 13,5 milhões de sacas absorvidas pelo mercado brasileiro.
Ao mesmo tempo, diferentes categorias apresentaram redução nos preços ao consumidor em relação a agosto de 2025. O café tradicional e extraforte registrou uma das maiores quedas, de 21,22%, passando de R$ 62,83 para R$ 49,50 por quilo.
O cenário combina, portanto, produção nacional recorde, recuperação do consumo e redução de preços em diferentes segmentos. Para Mato Grosso, o momento também coloca em evidência uma cultura que ocupa espaço menor dentro do agronegócio estadual, mas participa de um mercado brasileiro que atravessa um dos seus maiores ciclos de produção.
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