Romeu Zema entra com celular na cabine de votação durante eleição em Minas Gerais; veja vídeo

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O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) entrou com um telefone celular na cabine de votação na manhã deste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026. O episódio ocorreu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. Imagens registradas no local mostram Zema se dirigindo à urna com o aparelho em uma das mãos, apesar da proibição estabelecida pela Justiça Eleitoral para o uso ou porte de celulares dentro da cabine.

Imagens mostram candidato com aparelho

Romeu Zema compareceu ao local de votação pela manhã. Durante a passagem pela seção eleitoral, imagens divulgadas pela imprensa registraram o candidato entrando na cabine com o celular.

A regra eleitoral não faz distinção entre candidatos e demais eleitores. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação ou qualquer dispositivo capaz de registrar ou transmitir a escolha do eleitor não podem ser levados para a cabine, mesmo quando estiverem desligados.

Celular deve ficar com a mesa receptora

Antes de entrar na cabine, o eleitor deve desligar o telefone e depositá-lo em local próprio, sob responsabilidade da mesa receptora. Após concluir a votação, pode recolher novamente o equipamento.

A determinação busca preservar o caráter secreto do voto e impedir que imagens ou registros da escolha feita na urna sejam utilizados, inclusive, como eventual comprovação do voto.

Caso um eleitor se recuse a entregar o aparelho, a norma determina que ele não seja autorizado a votar naquele momento. O presidente da mesa deve registrar a ocorrência em ata e, se necessário, pode acionar a força policial e comunicar o caso à autoridade eleitoral.

Zema votou em Araxá

Zema votou na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, cidade onde construiu sua trajetória empresarial e política. O candidato disputa a Presidência da República pelo Novo nas eleições deste ano.

Até a atualização da reportagem consultada, não havia informação sobre eventual medida da Justiça Eleitoral especificamente em razão do episódio envolvendo o celular. O registro confirma que o aparelho foi levado até a cabine, mas, por si só, não demonstra que Zema tenha fotografado, filmado ou transmitido o voto.

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