Durante um protesto pacífico contra novos pedágios na Rodovia Raposo Tavares, em Cotia (SP), policiais militares agrediram um homem com cassetetes e o arrastaram por um barranco. Embora ele apenas segurasse um cartaz, a PM investiu com violência, o que causou revolta entre os participantes. Além disso, a cena foi filmada por manifestantes e rapidamente se espalhou nas redes sociais, levantando questionamentos sobre o uso desproporcional da força.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 4, 2025
Mesmo com clima pacífico, PM recorreu ao uso da força
Inicialmente, o ato transcorreu de forma ordeira, sem registro de bloqueio total da via. No entanto, tudo mudou quando os policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Segundo Silvana Bezerra Silva, diretora efetiva do município, os participantes agiram com tranquilidade até o início da repressão. De acordo com ela, o homem agredido desceu o barranco apenas para se proteger da fumaça, mas, mesmo assim, os agentes o encurralaram e o espancaram. “Foram muito perversos com a gente”, afirmou, visivelmente abalada.
Após a confusão, Justiça impôs multa e restringiu o protesto
Pouco depois da ação policial, um oficial de justiça chegou ao local e apresentou uma decisão que proibia a ocupação da rodovia. Além disso, ele estipulou uma multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Embora a medida tivesse respaldo judicial, especialistas ouvidos por veículos da imprensa consideraram a sanção exagerada. Afinal, o direito de se manifestar encontra amparo na Constituição, desde que não impeça de forma permanente a circulação.
Proposta de novo pedágio revolta moradores e aumenta tensão
Conforme relatos dos organizadores, o protesto surgiu da insatisfação com a possível instalação de pedágios em um trecho já marcado por engarrafamentos frequentes. Assim, moradores e trabalhadores expressaram preocupação com os custos adicionais para quem depende da rodovia diariamente. Como consequência, o movimento ganhou força e se espalhou para outras regiões de São Paulo. Ao mesmo tempo, cresceu a percepção de que o Estado responde com rigidez a atos legítimos de contestação popular, o que reacende o debate sobre a criminalização dos protestos no Brasil.
Perguntas frequentes
Sim. Caso o Ministério Público o considere prova de abuso, pode abrir investigação criminal.
Não há indícios de bloqueio total da via ou incitação à violência, segundo relatos de testemunhas.
Até o momento, a gestão paulista não se pronunciou publicamente sobre o caso.



