Alana Anísio Rosa, de 20 anos, sobreviveu a um ataque brutal com mais de 15 facadas.
O crime ocorreu após ela negar um pedido de namoro.
A jovem se pronunciou nas redes sociais após receber alta e pediu justiça.
Reprodução/Redes
O ataque aconteceu em 6 de fevereiro, dentro da casa de Alana, no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Luiz Felipe, suspeito do crime, invadiu o imóvel e desferiu os golpes após receber a negativa da jovem quanto ao pedido de namoro.
Sobrevivência e luta pela justiça
Alana ficou internada em estado grave e passou por coma, mas conseguiu sobreviver. Em vídeo publicado nas redes, ela destacou que outras vítimas não têm a mesma sorte e acabam morrendo. Por isso, convocou a população para uma manifestação em 15 de abril, quando ocorrerá a audiência de custódia do suspeito.
“Se não se fala, se não se posta, se não se compartilha, as coisas são facilmente esquecidas, principalmente com a justiça aqui do Brasil”, afirmou a jovem.
Mãe revoltada e repercussão nacional
A mãe de Alana, Jaderluce Anísio Rosa, se mobilizou para exigir punição severa para Luiz Felipe, que segundo ela era obcecado pela filha. O caso ganhou repercussão nacional, reforçando o debate sobre violência contra mulheres e a necessidade de leis mais rigorosas.
Manifestação pela rigidez das leis
Alana pediu que a população participe da manifestação em frente ao Fórum, reforçando que ataques assim não podem ser esquecidos nem repetidos. Ela destacou a importância de leis mais duras e rígidas para proteger vítimas de violência.
“Eu queria chamar a todos para realizar uma manifestação em frente ao Fórum, para relembrar que o que aconteceu comigo não deve acontecer com outras pessoas”, disse Alana.
Perguntas e respostas:
Sim. Quando uma agressão é motivada por recusa de relacionamento, a lei classifica como tentativa de feminicídio, crime grave contra a mulher.
Sim. A lei prevê punição severa para homicídio ou tentativa de homicídio, incluindo agravantes por motivação de gênero.
É possível registrar medidas protetivas, denunciar comportamentos obsessivos e manter contato imediato com a polícia em caso de ameaças.








