O partido Missão registrou um aumento expressivo nos pedidos de filiação após o episódio envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com integrantes da legenda, aproximadamente 1.250 solicitações foram apresentadas entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), período imediatamente posterior à repercussão do registro indevido do nome de Flávio como filiado ao partido.
Partido registra “boom” após repercussão nacional
O crescimento ocorreu depois que Flávio Bolsonaro apareceu nos sistemas eleitorais associado ao Missão, partido que possui Renan Santos como candidato à Presidência da República.
O episódio ganhou repercussão porque a alteração partidária provocou problemas no registro da candidatura de Flávio pelo PL. Posteriormente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação do senador ao Partido Liberal.
Segundo os números divulgados por integrantes do Missão, a legenda chegou a 29.959 filiados. Além das cerca de 1,2 mil novas solicitações, outros 173 pedidos já haviam sido encaminhados ao TSE e aguardavam processamento.
Sistema de filiações saiu do ar
A controvérsia também provocou uma reação da Justiça Eleitoral. O sistema Filia, utilizado para administrar informações relacionadas às filiações partidárias, foi retirado temporariamente do ar por determinação de Nunes Marques após o episódio.
Uma das questões levantadas envolve o funcionamento dos sistemas partidários e eleitorais. Conforme as informações divulgadas, solicitações poderiam ser registradas automaticamente, dependendo posteriormente de confirmação por meio de um dos e-mails cadastrados.
O caso envolvendo Flávio não teria sido o único relato de tentativa de alteração irregular de filiação durante o período eleitoral.
Outros políticos também teriam sido alvo
Renan Santos afirmou que também houve uma tentativa de registrar seu nome como filiado ao PCdoB. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, também teria aparecido relacionado a pedidos envolvendo outras legendas, entre elas Missão e Democracia Cristã (DC).
Os episódios colocaram a segurança do processo de filiação partidária no centro das discussões durante o início da campanha eleitoral de 2026.
No caso de Flávio Bolsonaro, o problema foi revertido após decisão do presidente do TSE. Já o Missão acabou experimentando um efeito inesperado da exposição nacional: centenas de novos pedidos de filiação chegaram à legenda em apenas um dia.
O aumento ocorre justamente no momento em que o partido busca ampliar sua presença nacional e disputa a eleição presidencial com Renan Santos como candidato.




