Advogados são flagrados entregando uísque a presos durante atendimento a presos na PCE em Cuiabá; veja vídeo

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Os advogados C.O.Q. e T.F.S entraram na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, na tarde desta última segunda-feira (14), para atender um preso do Raio 6. Durante o atendimento, agentes encontraram cinco embalagens de bebida alcoólica no parlatório, conforme informações registradas no boletim de ocorrência.

Defensor aciona equipe de contenção da PCE

Os dois advogados seguiram para o parlatório, espaço destinado ao atendimento de pessoas privadas de liberdade. Durante o procedimento, um defensor público tentou entrar no local, mas encontrou a porta fechada pelo lado de dentro.

O defensor acionou a equipe de contenção da PCE diante da situação. Quando os policiais chegaram ao parlatório, encontraram um dos advogados segurando a porta enquanto o outro entregava pacotes de bebida aos detentos, segundo o boletim de ocorrência.

Os policiais apreenderam cinco embalagens da bebida durante a ação. A equipe lacrou os produtos e deverá encaminhá-los para perícia, que poderá confirmar a substância. Após a abordagem, os agentes levaram os dois advogados até a direção da PCE.

OAB-MT acompanha procedimento na penitenciária

Um representante da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) acompanhou o procedimento realizado na unidade prisional. A entidade informou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência para garantir os direitos profissionais dos advogados.

A OAB-MT também informou que o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) poderá analisar o caso caso a apuração identifique alguma falta ética. O órgão poderá adotar as medidas previstas nas normas da advocacia.

A ocorrência entrou inicialmente no registro policial como tráfico ilícito de drogas. As autoridades responsáveis agora devem analisar os materiais apreendidos, ouvir os envolvidos e reunir outros elementos para esclarecer as circunstâncias do caso.

Perícia deve analisar material apreendido

A perícia deverá examinar as cinco embalagens recolhidas durante a ocorrência. O resultado poderá esclarecer a natureza do conteúdo e ajudar as autoridades a definir quais medidas legais cabem ao caso.

A investigação também deverá verificar como os produtos chegaram à unidade prisional e qual finalidade os envolvidos pretendiam dar aos materiais. As autoridades poderão considerar depoimentos, imagens, registros da penitenciária e outros elementos disponíveis.

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