Advogado é preso suspeito de aplicar golpes contra beneficiários do Minha Casa Minha Vida

Perrengue Mato Grosso

Um advogado foi preso preventivamente na terça-feira (14) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que investiga um esquema de estelionato contra beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo as investigações, Leandro de Jesus Meirelles prometia reduzir parcelas de financiamentos habitacionais firmados com a Caixa Econômica Federal, mas, em vez de resolver as dívidas, desviava os valores pagos pelas vítimas. A Polícia Civil afirma que o esquema teria começado em 2015.

A operação foi conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Luziânia, com apoio da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DCPI) da Polícia Civil do Distrito Federal. Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no Guará II, no Distrito Federal.

Investigação aponta falso serviço jurídico

Segundo a Polícia Civil, antes mesmo de obter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 2022, o investigado já se apresentava como advogado.

De acordo com a apuração, ele convencia pessoas em dificuldades financeiras de que ingressaria com ações judiciais para reduzir ou suspender parcelas dos contratos habitacionais.

As supostas medidas, porém, não eram adotadas da forma prometida às vítimas.

Dinheiro era depositado na conta do investigado

Ainda conforme a investigação, o suspeito orientava os beneficiários a transferirem os valores diretamente para sua conta bancária, em vez de efetuarem o pagamento à instituição financeira.

A Polícia Civil afirma que ele apresentava documentos falsificados simulando saldos de contas judiciais para dar aparência de legalidade ao esquema.

Esses documentos agora integram o inquérito policial.

Vítimas perderam dinheiro e imóveis

Segundo a PCGO, uma das vítimas transferiu aproximadamente R$ 44,2 mil ao investigado durante quase dez anos.

Mesmo após assumir formalmente a dívida, ele não teria quitado os valores, e o imóvel acabou sendo levado a leilão.

As investigações apontam que o mesmo modo de atuação foi relatado por outras vítimas em Luziânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e no Distrito Federal.

A Polícia Civil continua apurando o caso para identificar todas as vítimas e verificar a extensão do prejuízo causado pelo suposto esquema. Até o momento, as informações divulgadas são baseadas nas investigações conduzidas pela corporação. O advogado permanece à disposição da Justiça, e a defesa poderá se manifestar no decorrer do processo.

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