Adolescente de 15 anos passou a ser investigado após escola identificar participação em caso envolvendo colega.
Arquivos falsos teriam sido produzidos com inteligência artificial e compartilhados entre estudantes.
O celular do jovem foi levado à delegacia e passou a fazer parte da investigação.
Um adolescente de 15 anos é investigado pela Polícia Civil de Jaú, no interior de São Paulo, após ser apontado pela escola onde estuda como participante da produção e divulgação de imagens falsas envolvendo uma colega.
De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente e outros sete estudantes do 9º ano participavam de um grupo no WhatsApp onde eram compartilhados conteúdos produzidos por meio de manipulação digital e inteligência artificial.
A escola tomou conhecimento da situação e adotou medidas contra os estudantes apontados. Os envolvidos foram suspensos e as famílias foram comunicadas sobre o caso.
Arquivos foram encontrados no celular
Depois de ser informado sobre a situação, o pai do adolescente verificou o celular do filho.
Durante a verificação, foram encontrados arquivos relacionados ao caso. O responsável decidiu levar o adolescente e o aparelho celular até uma delegacia, onde o material foi apresentado às autoridades.
A iniciativa contribuiu para que o caso também fosse formalmente encaminhado para investigação policial.
Família da estudante procurou a polícia
Os responsáveis pela estudante que teria sido alvo do conteúdo também procuraram as autoridades e registraram um boletim de ocorrência.
A partir dos registros, a Polícia Civil iniciou a apuração para esclarecer como os arquivos foram produzidos, compartilhados e quais estudantes participaram de cada etapa.
Como os envolvidos são menores de idade, as identidades não foram divulgadas.
DDM investiga o episódio
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jaú, que instaurou um inquérito policial.
A investigação deverá analisar os arquivos apresentados, os aparelhos envolvidos e as circunstâncias relacionadas à criação e divulgação dos conteúdos.
Também deverá ser verificada a participação individual dos estudantes mencionados no boletim de ocorrência.
Inteligência artificial entra no centro da investigação
O caso chama atenção para uma situação envolvendo o uso de ferramentas de inteligência artificial para produzir conteúdos falsos relacionados a uma estudante.
Segundo o registro policial, os arquivos não correspondiam a fotografias reais da adolescente, mas teriam sido criados por meio de manipulação digital.
A apuração agora ficará responsável por esclarecer a extensão do compartilhamento e as responsabilidades de cada envolvido.
Por se tratar de adolescentes, o caso segue sob proteção da legislação que determina a preservação da identidade de menores de idade.
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