Eloid da Cruz Antunes foi condenado a 31 anos e 10 meses de prisão pela morte da advogada Karize Ana Fagundes Lemos.
A sentença foi anunciada após quase 15 horas de julgamento no Tribunal do Júri da Comarca de Caçador, em Santa Catarina.
Além do homicídio qualificado por feminicídio, o réu também foi condenado pela ocultação do corpo da vítima.
A sessão do Tribunal do Júri começou às 7h30 e terminou às 22h27, quando a sentença foi lida. Ao longo do julgamento, sete testemunhas foram ouvidas.
Entre os depoimentos estavam pessoas próximas de Karize e policiais civis que participaram das investigações sobre o desaparecimento e a morte da advogada.
Eloid também foi interrogado durante a sessão e confessou participação no crime.
Advogada desapareceu em setembro
Karize foi encontrada sem vida após desaparecer em 28 de setembro de 2024, em Caçador. Na época, segundo as informações da investigação, ela estava se recuperando de um procedimento médico.
Ainda conforme o caso, a advogada teria manifestado a intenção de terminar o relacionamento que mantinha com Eloid.
A acusação sustentou durante o julgamento que o crime aconteceu em um contexto de violência doméstica e feminicídio. Ao final, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina.
Corpo foi levado para o Paraná
Após a morte da advogada, conforme a investigação, o corpo foi colocado em um veículo e transportado até o Paraná.
Eloid teria percorrido aproximadamente 150 quilômetros até Palmas (PR), onde o corpo foi deixado em uma área de plantação de pinus.
O homem não teria informado às autoridades o local onde havia deixado Karize. A localização foi posteriormente descoberta durante o trabalho de investigação e inteligência policial.
A identificação da vítima foi confirmada por meio de exames odontológicos.
Amigos procuraram a polícia
Depois do crime, segundo as informações do processo, Eloid teria procurado dois amigos e contado o que havia feito.
Os dois homens então buscaram as autoridades e repassaram as informações recebidas à polícia. O relato contribuiu para o avanço das buscas e das investigações sobre o paradeiro da advogada.
Dois dias após o crime, Eloid foi preso em um motel localizado em Guaíra, no Paraná, município próximo à fronteira com o Paraguai.
Condenação ultrapassa 31 anos
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pela acusação, e Eloid foi condenado por homicídio qualificado por feminicídio e pela ocultação do corpo.
A pena estabelecida foi de 31 anos e 10 meses de prisão.
A condenação encerra a etapa do Tribunal do Júri sobre o caso, mas a sentença ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação.
O caso ganhou repercussão pela morte da advogada, pelo deslocamento do corpo entre Santa Catarina e Paraná e pelo longo julgamento realizado nesta quinta-feira (10) em Caçador.
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