O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a direcionar críticas ao senador Wellington Fagundes (PL) nesta terça-feira (18), após o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado. Pivetta afirmou que pretende continuar abordando a relação política do adversário com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) porque, segundo ele, “a população precisa saber” sobre fatos do passado.
As declarações retomam um dos principais confrontos do debate. Durante o encontro, Pivetta acusou Wellington de ter exercido influência sobre o DNIT durante diferentes governos federais e afirmou que o senador teria perdido espaço no órgão durante a gestão de Jair Bolsonaro. A acusação também foi registrada por diferentes veículos que acompanharam o debate.
Pivetta nega estratégia eleitoral
Questionado se as declarações fazem parte de uma estratégia para desgastar Wellington durante a campanha, Pivetta negou e afirmou que apenas pretende apresentar ao eleitor fatos que considera relevantes sobre a trajetória do adversário.
“Não há estratégia, não há estratégia, porque… Não é estratégia. O povo precisa saber, né? O que eu falei ali é mais pura verdade e ele não contestou, ele fugiu da resposta, não contestou”, declarou.
A afirmação de que Wellington “fugiu da resposta” representa a avaliação de Pivetta sobre o comportamento do adversário e não uma conclusão independente sobre o debate.
Governador volta a citar Bolsonaro e DNIT
Pivetta também repetiu a acusação feita durante o confronto eleitoral sobre a influência atribuída por ele a Wellington no DNIT.
“Ele mandou nas estradas de Mato Grosso, no governo Lula I, Lula II, Dilma I, Dilma II, Temer e o Bolsonaro que expulsou ele do DNIT. Até então ele mandava, ele fazia os negócios lá, tudo passava por ele”, afirmou.
Durante o debate, Wellington rebateu as críticas relacionadas à sua trajetória e defendeu sua atuação em diferentes administrações. Em outro momento do confronto, o senador cobrou que Pivetta apresentasse provas das acusações e direcionou críticas à atual gestão estadual.
“Para que não fique esquecido”
Pivetta ainda afirmou que decidiu resgatar o assunto para que a discussão sobre o histórico político do adversário permaneça presente durante a campanha.
“O superintendente do DNIT aqui de Cuiabá era da casa dele, então nós todos sabemos disso. Eu lembrei ali para que não fique também esquecido uma coisa tão importante”, declarou. A mesma fala foi registrada nesta terça-feira por publicação local.
As declarações acima reproduzem acusações e respostas dos próprios candidatos e de veículos que cobriram o debate; não constituem uma avaliação, comparação ou preferência entre Pivetta e Wellington.



