Operador financeiro do Comando Vermelho é preso após movimentar R$ 126 milhões de reais; Veja vídeo

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na quarta-feira (21), Dibh Pereira El. Moubayed, apontado como operador financeiro de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, a estrutura movimentou mais de R$ 126 milhões entre os estados do Rio de Janeiro e do Amazonas.

Suspeito foi localizado na Baixada Fluminense

Agentes da 57ª Delegacia de Polícia (Nilópolis) prenderam o investigado em sua residência, na Baixada Fluminense, após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva contra ele. A ordem judicial faz parte de um processo que apura a atuação de uma rede envolvida em atividades criminosas e na movimentação de recursos de origem ilícita.

De acordo com a Polícia Civil, Dibh exercia a função de operador financeiro do esquema, com participação na ocultação de valores por meio de depósitos destinados a beneficiar a estrutura investigada. A corporação também aponta que ele utilizava os mecanismos da rede para lavar recursos provenientes de atividades ilícitas próprias.

Investigação envolve 26 pessoas denunciadas

O processo reúne 26 pessoas denunciadas por suposta participação no esquema. Conforme as informações divulgadas pela polícia, a Justiça considerou a complexidade do caso e os riscos atribuídos aos investigados ao autorizar as medidas judiciais.

A investigação busca apurar a atuação dos envolvidos na rede financeira ligada ao tráfico de drogas e identificar as responsabilidades de cada suspeito. O montante superior a R$ 126 milhões representa o volume financeiro atribuído à estrutura investigada, que operava entre o Rio de Janeiro e o Amazonas.

Investigado tem registros criminais anteriores

Segundo a Polícia Civil, Dibh possui histórico criminal relacionado ao tráfico de drogas no Paraná e registros de fuga do sistema prisional entre 2014 e 2016. Essas informações foram mencionadas pela corporação no contexto da prisão.

A captura ocorreu durante o período eleitoral, quando a legislação brasileira estabelece restrições específicas ao cumprimento de prisões. De acordo com a PCERJ, o investigado está com o título de eleitor suspenso, condição apontada pela corporação como justificativa para a aplicação de uma exceção à regra eleitoral.

O caso segue no âmbito judicial, e as acusações deverão ser analisadas conforme o andamento do processo e as provas reunidas. A condição de investigado e a existência de um mandado de prisão preventiva não equivalem, por si só, a uma condenação definitivaInvestigado tem registros criminais anteriores

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