Uma visita técnica realizada nesta semana em uma escola municipal de acabou revelando possíveis irregularidades envolvendo materiais didáticos distribuídos para alunos da rede pública.
Durante a inspeção, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso Sérgio Ricardo o prefeito Abílio Brunini e vereadores analisaram livros utilizados em sala de aula e identificaram erros no conteúdo apresentado aos estudantes.
Em meio à vistoria, um dos materiais chamou atenção das autoridades após a constatação de falhas em exercícios e na organização de palavras dentro do livro.
Ao analisar uma das páginas, Sérgio Ricardo questionou o conteúdo apresentado e apontou inconsistências no material entregue aos alunos. O clima ficou de surpresa entre os presentes diante da situação encontrada dentro da unidade escolar.
“Meu Deus do céu”, reagiu uma das pessoas presentes durante a análise do livro.
Diretora tenta explicar situação
Durante a visita, a diretora da escola tentou explicar que alguns erros identificados fariam parte da metodologia utilizada no material didático e serviriam como parâmetro para correção pelos alunos.
A justificativa, no entanto, aumentou ainda mais o debate entre os participantes da fiscalização, principalmente diante das denúncias envolvendo possíveis gastos milionários com aquisição de materiais educacionais pela Prefeitura.
Abilio Brunini voltou a defender que a gestão municipal está investigando contratos considerados excessivos e possíveis falhas na compra de livros e apostilas para a rede pública.
Segundo o prefeito, a prioridade da administração deve ser melhorar a estrutura física das escolas, ampliar vagas e garantir melhores condições de ensino aos alunos da capital.
Investigação sobre contratos segue em andamento
As suspeitas envolvendo compras da Secretaria Municipal de Educação já vêm sendo apuradas pela Prefeitura de Cuiabá e também acompanhas por órgãos de controle.
A gestão municipal já havia informado anteriormente a suspensão de pagamentos relacionados a contratos considerados suspeitos até a conclusão das investigações.
O caso também deverá passar pela análise do Tribunal de Contas, Ministério Público e demais órgãos fiscalizadores.
A situação ampliou a pressão sobre a aplicação dos recursos públicos na Educação municipal e gerou novos questionamentos sobre a qualidade dos materiais distribuídos aos estudantes da rede pública de ensino.
A expectativa agora é de que relatórios técnicos sejam produzidos após as inspeções realizadas nas unidades escolares da capital mato-grossense.







