O mercado financeiro brasileiro apresentou movimentação mista no pregão desta quinta-feira, com ações ligadas ao consumo e ao varejo entre os destaques positivos do Ibovespa, enquanto empresas do setor de petróleo e varejo alimentar operavam em queda.
Entre as maiores altas do dia até às 12h, a liderança ficou com a RD Saúde (RADL3), que avançava 3,41%, negociada a R$ 19,13. Logo atrás aparecia a Natura (NATU3), com valorização de 3,31%, cotada a R$ 10,30.
A Minerva (BEEF3) também figurava entre os destaques positivos, subindo 2,83%, negociada a R$ 4,00. Já as construtoras Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3) registravam altas de 2,21% e 2,03%, respectivamente.
O desempenho positivo dessas empresas ocorre em meio à expectativa do mercado sobre juros, consumo interno e recuperação de setores ligados ao varejo e construção civil.
No lado negativo do pregão, a CVC (CVCB3) liderava as perdas, recuando 2,96%, cotada a R$ 1,64. A União Pet (AUAU3) aparecia logo em seguida, com queda de 2,94%.
A Braskem (BRKM5) também operava pressionada, caindo 2,74%, enquanto o Assaí (ASAI3) recuava 2,70%. A Petrorecôncavo (RECV3) completava a lista das maiores baixas, com desvalorização de 1,78%.
Entre as chamadas blue chips, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíam 0,96%, negociadas a R$ 42,41, acompanhando oscilações do petróleo no mercado internacional e movimentos de realização de lucros.
Já a Vale (VALE3) operava praticamente estável, com leve alta de 0,10%, cotada a R$ 83,53, refletindo a estabilidade do minério de ferro e a cautela do mercado em relação à economia chinesa.
Investidores seguem acompanhando o cenário internacional, especialmente os próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e possíveis impactos sobre juros globais.
O mercado também monitora o comportamento das commodities, além das expectativas em relação à economia brasileira, inflação e política monetária.
Analistas avaliam que o Ibovespa deve continuar operando com volatilidade moderada ao longo dos próximos pregões, diante da combinação entre cenário externo incerto e fatores domésticos ligados à atividade econômica e ao ambiente fiscal brasileiro.




