Um redemoinho surpreendeu moradores do bairro Novo Mundo, em Várzea Grande, nesta quinta-feira (28). Uma moradora gravou o fenômeno no momento em que a coluna de vento levantou poeira e objetos na rua. Assustada, ela comparou a cena a um “apocalipse”. O vídeo viralizou rapidamente nas redes sociais e em grupos de mensagens de Mato Grosso.
O fenômeno surgiu durante o período mais quente do dia. O forte calor e o tempo seco favoreceram a formação do redemoinho. Moradores que estavam próximos se afastaram do local por receio de acidentes. Apesar do susto, ninguém ficou ferido e nenhuma residência sofreu danos.
Especialistas classificam o fenômeno como natural e comum em períodos de baixa umidade. O redemoinho se forma quando o ar quente sobe rapidamente e começa a girar devido à diferença de pressão atmosférica. Em Mato Grosso, as altas temperaturas aumentam a frequência desse tipo de ocorrência.
Imagens mostram poeira girando e vento forte no meio da rua
As imagens registradas pela moradora mostram uma coluna de poeira atravessando a via e ganhando força em poucos segundos. O vento espalhou folhas, sacolas e pequenos objetos pelo local. Pessoas que acompanhavam a cena demonstraram medo e correram para dentro das casas.
Meteorologistas explicam que o redemoinho de poeira possui baixa intensidade e não apresenta o mesmo potencial destrutivo de um tornado. Mesmo assim, o fenômeno pode provocar acidentes leves, principalmente em áreas urbanas com entulho, galhos ou materiais soltos.
A Defesa Civil recomenda que moradores mantenham distância durante ventos repentinos. O órgão também orienta a população a evitar árvores, placas metálicas e estruturas improvisadas em situações de instabilidade climática. Motoristas devem reduzir a velocidade em áreas com poeira intensa.
Tempo seco favorece fenômenos climáticos em Mato Grosso
Mato Grosso enfrenta uma sequência de dias quentes e secos. A combinação entre calor extremo e baixa umidade cria condições favoráveis para redemoinhos, poeira suspensa e rajadas de vento. Cidades da Baixada Cuiabana registram temperaturas elevadas e índices críticos de umidade relativa do ar.
Especialistas orientam a população a consumir bastante água, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h e manter ambientes ventilados. Crianças e idosos exigem atenção redobrada durante períodos de baixa umidade.







